sábado, 31 de agosto de 2013

A carroça da alegria

Carregada de garrafas vazias, papelões, bolas de festa, amarradas à sua volta, a carroça ia sendo conduzida por uma mulher que cantarolava alegremente numa manhã qualquer do bairro de Cruz das Armas.

Seu filho, já um rapazinho, pulava e brincava à frente da carroça, segurando um pedaço de cordão com várias bolas flutuando no ar, ia de um lado para outro, numa demonstração de pura euforia.

Eram mãe e filho que trabalhavam muito cedo, catando pelas ruas o que encontravam de utilidade nos lixos das casas. O lixo que, talvez, na noite anterior, tenha sido motivo de alegria de uma família que comemorava um aniversário ou outro evento.

Vez por outra, o garoto saía de seu folguedo e ajudava a mãe a arrumar os utensílios encontrados, de forma a sempre sobrar espaço para caber mais coisas. Depois, voltava a saracotear pela rua com suas bolas de festa.

Essa mulher, assim a chamo, não sei seu nome, onde mora, só sei que vive de catar o que outros não precisam mais, dos restos de suas alegrias, de suas mesas fartas, de algum objeto vazio de seu toucador, de sua intimidade...

Talvez a mulher da carroça não tenha marido, como tantas mães solteiras que vivem do seu trabalho, carregue também o peso de outra responsabilidade, ou seja, a própria provedora de sua casa.

Esse era o seu ofício, o seu ganha-pão, feito com humildade e alegria, porém honesto e dignificante, que não desonra e nem suja as mãos...

A mulher da carroça e seu filho iam pouco a pouco desaparecendo, ora parando aqui, ora acolá, até que dobraram uma esquina e se foram, dobrando outras esquinas, quem sabe, cantarolando alegremente uma música, enchendo de alegria as ruas afora, felizes da vida.

Washington Luiz do Nascimento
Estudante de Jornalismo
E-mail: washingtonluiznascimento@hotmail.com

sábado, 24 de agosto de 2013

Meu inesquecível Mestre

Cidade de Santa Rita. Rua Peregrino de Carvalho, anos de minha adolescência. Não preciso exatamente em que ano, mas sei que fora nessa época que ele me apresentou as primeiras noções da língua inglesa, da charada e das palavras cruzadas, além do jogo de damas.


 Foto: Washington Luiz do Nascimento

Recordo-me, ainda, daquela maneira firme no falar com professoral paciência e, com os movimentos dos lábios e braços em gestos explicativos, pronunciando as palavras em inglês: búk, désk, pêncil, mórning, mais outras tantas, ensinou-me as primeiras noções da língua de Shakespeare.

Absorvia suas palavras com interesse de quem queria aprender, repetindo a pronúncia dos termos exatamente como por ele era ensinado. O velho mestre entregava-me, depois, uma relação com novas palavras para no dia seguinte sabatinar-me.

Ensinar sempre foi seu propósito e missão, seu dever e prazer maior. Isso porque percebia nos seus olhos vivos e inteligentes, sua alegria ao ver seu pupilo responder o significado das novas palavras e com a pronúncia correta.

Fui adotado como seu aluno, lembro-me. Talvez porque tínhamos afinidades em comum: ambos gostávamos de ler, recitar poesias, conversar sobre os mais diversos assuntos. Já discutíamos à época a filosofia dos grandes filósofos gregos, a exemplo de Platão, Sócrates, Aristóteles. 

Incentivou-me o velho professor a aprender palavras cruzadas que era um dos seus passatempos prediletos, pois julgava que os conhecimentos de novos sinônimos monossilábicos e dissilábicos iriam facilitar-me a resolver os problemas de charada.

Não sei até hoje em que série ele parou os estudos escolares. Só sei que seus conhecimentos adquiridos de maneira autodidata, formaram o arcabouço cultural que o tornaram um poeta, um escritor e um intelectual digno de admiração.

Por fim, agradecido, carrego dentro do peito as melhores recordações do professor e amigo que, do alto dos seus atuais 91 anos, ainda continua lúcido, criativo e motivo de orgulho de sua esposa, filhos e parentes, além dos atuais e velhos amigos que têm a graça de tê-lo como fonte de inspiração e exemplo de vida. Assim como tenho...

Em 20 de junho de 2013

Washington Luiz do Nascimento 
Estudante de Jornalismo
E-mail: washingtonluiznascimento@hotmail.com

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Dor

Texto bíblico: Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. 1 Timóteo 2:5

Segundo o Dicionário Aulete digital dor significa:  Sensação dolorosa, de maior ou menor intensidade, em qualquer parte do corpo. Sofrimento moral ou psicológico causado por amargura, agonia, perda etc.; desgosto; mágoa; tristeza. Arrependimento, remorso. 

Certa vez, lendo um livro de Philip Yancey,  que se intitula "A dádiva da dor", ele colocava que a dor é uma defesa para o nosso organismo, pois nos avisa que algo está errado e que precisamos resolver, e isso se referia a todos os aspectos: físico, emocional e espiritual. Compreendi através desse livro que a dor nos acompanha em todos os aspectos de nossa vida, pois a dor age como um sinalizador.

Gostaria de escrever sobre um tipo de dor, que todos nós passamos algumas vezes na vida: a dor da frustração de um relacionamento amoroso que não deu certo. É interessante,  mesmo que terminemos um relacionamento que sentimos que não vai dar certo,  nos causa uma dor profunda de alma. No fundo de nosso coração gera uma frustração de mais um relacionamento que não fluiu, que não era aquilo que pensávamos ser. Gera a sensação que nunca encontraremos alguém para compartilhar a vida.

Apesar de todas as complexidades  de um relacionamento a dois, ainda acredito no casamento, na família, porque é um projeto de Deus para a vida de cada ser humano.  Isso porque casamento é relacionamento, pois implica em cuidar do outro e ser cuidada, em amar e ser amada. Mas sabemos, que há relacionamentos que não há nenhuma possibilidade de reconciliação, pois sabemos que pela incompatibilidade de gênios é "chover no molhado", por isso é necessário sair dele enquanto há tempo, para não gerar mais dores. 

Porém, há um tipo de relacionamento que por causa da ignorância espiritual nos afastamos Dele, desprezamos ou simplesmente não conhecemos até o amado nos conquistar para Ele. Esse relacionamento é determinante para definir a nossa vida. Esse relacionamento é com Jesus, pois Ele deu a vida por cada um de nós para que vivêssemos Nele o relacionamento perfeito, nos apontando o caminho da eternidade com Deus.  A palavra de Deus diz: que em Cristo somos reconciliados com Deus. Ele é o nosso mediador com o Pai. Nele toda dor irá cessar quando estivermos com Ele para sempre nos céus.

Agradeçamos a Deus por essa rica oportunidade de sermos reconciliados com o Pai através de Cristo, e porque nos deixamos um dia ser conquistados pelo Seu imenso amor, pois só Ele pode resolver as questões de dor de alma. Ele é o relacionamento perfeito.

No amor de Cristo,

Rosangela Maria Nascimento
Bacharel em Teologia
https://t.me/acavernanaoeoseulugar

Refúgio

Texto bíblico: O SENHOR é bom, um refúgio em tempos de angústia. Ele protege os que nele confiam. Naum 1:7


Segundo o Dicionário Aulete Digital refúgio quer dizer, lugar para onde alguém foge ou se retira em busca de segurança e proteção; abrigo. Lugar que proporciona tranquilidade, paz, retiro. Esconderijo. Amparo, conforto, proteção.

Há dias em nossas vidas que as aflições vem como uma forte tempestade, mas aqueles que tem Deus como seu refúgio encontram Nele segurança, proteção, amparo, conforto. Deus é o nosso lugar de tranquilidade, pois como uma casa bem estruturada nos protege do sol, da chuva e da tempestade, Ele é essa casa na qual podemos encontrar refúgio. 

A vida é impoderável, mas Deus está sempre conosco diante do imprevisível. Nós somos inseguros, mas Ele é seguro. Nossas emoções não são estáveis, mas Ele é estável. Nós só podemos viver o presente, Ele pode visualizar o nosso passado, presente e futuro, por isso, Ele é o refúgio verdadeiro. 

Seja em momentos de tranquilidade ou tempestade que o Senhor seja sempre para cada um de nós o nosso eterno retiro, esconderijo e refúgio.

No amor de Cristo,

Rosangela Nascimento
Bacharel em Teologia
https://t.me/acavernanaoeoseulugar


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Invocar

Texto bíblico: E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Atos 2: 21.

Segundo o Dicionário Aulete Digital invocar quer dizer: Chamar (divindade, santo etc.) em sua proteção ou auxílio. Pedir ajuda, assistência, auxílio. Evocar ou citar em seu favor.

Esse texto bíblico descreve a mais importante promessa concedida por Deus a toda humanidade: Todos aqueles que pedirem o seu auxílio e invocarem o seu nome serão salvos, pois Deus não rejeita ninguém com o coração contrito e aflito, pois Ele deseja que todos sejam salvos das garras de Satanás.

Através de Jesus encontramos a remissão (perdão) de nossos pecados. Um coração arrependido encontra a misericórdia do Senhor e seu favor imerecido. A Palavra de Deus diz em Provérbios 28:13: O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.

Portanto, confessemos sempre a Deus os nossos pecados para alcançar a sua misericórdia e o seu perdão.

No amor de Cristo,

Rosangela Nascimento
Bacharel em Teologia
https://t.me/acavernanaoeoseulugar


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Ansiedade

Texto bíblico: Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. 1 Pedro 5:7

Segundo o Dicionário Aulete Digital ansiedade quer dizer: Sensação de aflição, receio ou agonia, sem causa aparente. Inquietação ou impaciência causada por algum desejo ou vontade.

Certa vez, conheci uma jovem que o maior sonho de sua vida era casar. O assunto se tornou uma ladainha junto a suas amigas e pessoas mais próximas. Tornou-se uma inquietação tão profunda em sua alma que lhe tirou a paz por muitos anos. Nesse período ela perdeu a visão do quanto Deus estava cuidando e preservando a sua vida, além de lhe conceder bênçãos sem medida. Acabou vivendo a maior parte de seu tempo  numa melancolia profunda. Namorados iam e viam, quando apareciam. Muitas amigas querendo ajudá-la lhe apresentavam alguns rapazes, porém lá no fundo de seu coração ela percebia que não era nenhum deles. Havia um vazio profundo em sua vida, pois via suas amigas casarem, algumas muito bem outras muito mal. Ela pensava que esse vazio e essa solidão era falta de um casamento. Foi aí que ela percebeu que tudo é Jesus. Homem algum poderia preencher o vazio de sua vida, somente o Filho  do Homem: Jesus Cristo.

Essa jovem ainda não se casou, porém ela compartilhou uma pérola comigo que gostaria de compartilhar nesse artigo: "Resolvi tirar da minha boca a palavra casamento e colocá-la debaixo do meu joelho". Que segredo precioso, pois ela descobriu que quando lançamos a nossa ansiedade em Cristo Jesus começa a brotar uma paz que excede todo entendimento em nosso coração (Filipenses 4:7). Espero que ela realize o seu sonho, porém nessa caminhada de procura ela descobriu o bem mais precioso de sua vida: Jesus Cristo. O Senhor tem suas formas de falar com cada um de nós e nos levar para junto Dele. No caso dessa jovem, creio, que essa foi a forma que o Senhor utilizou para marcar profundamente a sua vida.

Na realidade descobrimos através desse fato verídico que todas as situações de nossa vida devem ser resolvidas dessa forma, colocando tudo diante do Pai que cuida de nós.

No amor de Cristo,

Rosangela Maria Nascimento
Bacharel em Teologia
https://t.me/acavernanaoeoseulugar

domingo, 18 de agosto de 2013

Sentinela

Texto bíblico: O anjo do Senhor é sentinela ao redor daqueles que o temem, e os livra. Provem e vejam como o Senhor é bom. Como é feliz o homem que nele se refugia! Sl. 34:7-8

Segundo o Dicionário Aulete Digital sentinela significa:  Soldado armado que se coloca próximo de um posto para guardá-lo, para descobrir o inimigo, para prevenir surpresas e para executar tudo o que lhe foi determinado por seus superiores hierárquicos.  Indivíduo isolado que está de vigia: Uma sentinela deve estar sempre alerta. O que guarda, o que preserva. O que vigia, o que espia, o que vela sobre alguma coisa. 

No texto bíblico o anjo do Senhor é esse sentinela, que se coloca não com armas humanas, porém com armas espirituais para nos guardar, para nos livrar do inimigo e de suas astutas ciladas. 

A Palavra de Deus diz: Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;1 Pedro 5:8. O diabo busca uma brecha, porém temos a certeza que o anjo do Senhor está ao nosso redor, nos protegendo de todo mal e nos dando a segurança necessária para chegar ao nosso destino: a Jerusalém celestial.

Nunca esqueçamos:

O anjo do Senhor: Está ao nosso redor - Ele é nosso muro de fogo.
Diabo: ao nosso derredor - Brama como leão, buscando a quem possa tragar.

Finalizando, guardemos essa mensagem em nosso coração: Se Deus é por nós, quem será contra nós? Rm. 8:31. Creiamos, que o nosso Senhor constantemente vela por nós.

No amor de Cristo,

Rosangela Maria Nascimento
Bacharel em Teologia
https://t.me/acavernanaoeoseulugar


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O telefonema

Soa o telefone, geralmente no mesmo horário, alguém da casa atende e passa o aparelho para mim. Quando soa, já penso: é ela. Minha querida mana que faz a sua voz chegar de tão longe para ouvi-la como se estivesse tão perto.

Com seu sotaque meigo e fraternal, entabula uma conversa corriqueira, que logo passamos a discorrer por longos e longos minutos. Só sabemos que iniciamos uma conversa, mas não precisamos quando terminará. 

O diálogo entre pessoas que se entendem empaticamente flui de maneira suave, quase como uma sinfonia que agrada aos ouvidos. Nem sentimos o tempo passar tão envolvidos que ficamos. 


Existe uma interação muito forte entre nossos pensamentos. Algo de cúmplice tece os seus fios na formação de um mesmo tecido. Isso porque falamos normalmente dos assuntos que nos são afins. Afinal, seus problemas são também meus. Suas alegrias, também.

Realmente, existem pessoas com as quais sentimos necessidade de estar sempre juntas, de ouvir sua voz e olhar nos seus olhos, como se assim se completassem e se pertencessem por força do destino. 

Por esta razão, talvez seja explicável o telefonema quase sempre no mesmo horário, como algo que fosse de extremo imperativo em acontecer.

Quando resolvemos nos despedir pelo avançado da hora, sempre existe um tempinho a mais de bate-papo. Algo que deixou de ser conversado surge de repente e lá se vai mais tempo de conversa. Imagino, assim penso, que sorrimos intimamente por esses incidentes corriqueiros e esperados. 

Hoje, data do seu aniversário. Eis o meu presente: um telefonema e o envio deste texto quase no mesmo horário, como de hábito.


Washington Luiz do Nascimento
Estudante de Jornalismo
e-mail: washingtonluiznascimento@hotmail.com

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O homem da bengala branca

Quando caminhava pela Praça da Independência, após deixar minhas filhas no colégio, percebi um homem que vinha, bem devagarinho, em minha direção com o corpo ereto e um olhar distante. Tateava com sua bengala o chão de um lado para o outro, como se estivesse esquadrinhando a calçada a cada passo, cuidadosamente, dado.

Em princípio, não dei importância àqueles detalhes, supondo que o transeunte sabia para onde estava indo. Quando completei a volta no calçadão da praça, cruzei novamente com o homem da bengala branca. Não contive a curiosidade e, desculpando-me, perguntei-lhe se estava perdido. Ele respondeu que não. Apenas havia saltado na parada do ônibus errada, pois de costume, saltava no ponto perto da funerária São João Batista, próximo ao local de seu trabalho.

Num gesto de solidariedade, resolvi ajudá-lo no percurso até o seu destino. Segurei-lhe o braço esquerdo, pois o direito carregava o seu instrumento de orientação. Fomos os dois lado a lado e bem devagar. 

Durante o trajeto, conversamos sobre a violência e o trânsito caótico que tomaram conta da outrora pacata (e provinciana) cidade de João Pessoa. Ele conversava com ar desenvolto e com um sorriso amável e tranquilo, demonstrando ser uma pessoa culta pela forma como expunha seus argumentos em relação aos assuntos que discutíamos.

Quando chegamos próximo ao local de seu trabalho, o dono de um quiosque fez-lhe um cumprimento com gesto de quem o conhecia há muito, chamando-o de doutor. O doutor retribuiu o cumprimento educada e faceiramente, ostentando um largo sorriso de felicidade.

Finalmente deixei-o na escadaria do Hospital Municipal Santa Isabel. O homem da bengala branca apertou-me a mão num gesto de agradecimento e só então me disse que trabalhava como psicólogo no hospital.

Washington Luiz do Nascimento
Estudante de Jornalismo
e-mail: washingtonluiznascimento@hotmail.com















quarta-feira, 1 de maio de 2013

Por que resolvi voltar aos bancos escolares

Em 2011, prestei exame no ENEM unicamente com conhecimentos adquiridos de práticas de leitura e experiências de vida. Pela nota da redação, 760.0 pontos, consegui matrícula no curso de jornalismo da Faculdade Maurício de Nassau, sem precisar fazer nenhum teste, de acordo com normas da instituição.

Essa decisão de estudar não foi, inicialmente, bem aceita pelos meus familiares, pois entendiam que eu já estava bastante velho para enfrentar tal desafio. Resolvi convencê-los de que a idade não é obstáculo nem limite para impedir que alcancemos nossos propósitos de vida e que aprender é uma necessidade básica inerente ao ser humano, pois enfrentar desafios aumenta nossa autoestima e capacidade de interagir conosco e com os outros.

O hábito da leitura, por si só, não foi suficiente para preencher a ânsia do saber e da aprendizagem que me angustiava a alma. Percebi que somente através de um ensino superior poderia atingir meus objetivos de estudo há tanto tempo adormecido.

A vontade de poder ajudar melhor intelectualmente e, de ser exemplo às minhas filhas, também foi de fundamental importância na decisão de voltar ao mundo acadêmico.

Finalmente, sei que não sou o primeiro nem serei o último a servir de exemplo àqueles que largaram os livros pelos caminhos do desânimo e da falta de perspectiva no futuro, mas espero, pelo menos, despertar-lhes algum resquício na vontade de voltar a aprender.

Eis a razão pela qual resolvi ser um estudante de mais de 50 anos de idade, numa turma com jovens de mentes abertas, criativas e cheias de esperanças no futuro.

Washington Luiz do Nascimento
Estudante de Jornalismo

terça-feira, 23 de abril de 2013

Projeto Spurgeon

Charles Haddon Spurgeon, comumente referido como C. H. Spurgeon (19 de junho de 1834 — 31 de janeiro de 1892), foi um pregador Batista Reformado, nascido em Kelvedon, Essex na Inglaterra.

Converteu-se ao cristianismo em 6 de janeiro de 1850, aos quinze anos de idade. Aos dezesseis, pregou seu primeiro sermão; no ano seguinte tornou-se pastor de uma igreja batista em Waterbeach, Condado de Cambridgeshire (Inglaterra). Em 1854, Spurgeon, então com vinte anos, foi chamado para ser pastor na capela de New Park Street, Londres, que mais tarde viria a chamar-se Tabernáculo Metropolitano, transferindo-se para novo prédio.

Desde o início do ministério, seu talento para a exposição dos textos bíblicos foi considerado extraordinário. E sua excelência na pregação nas Escrituras Bíblicas lhe deram o título de O Príncipe dos Pregadores e O Último dos Puritanos. Leia mais...

sábado, 16 de fevereiro de 2013

A caverna não é o seu lugar

Texto bíblico: I Reis 19:1-15 

A Bíblia nos relata a história de Elias, profeta usado por Deus de forma poderosa. Porém, em um momento da sua vida, ele vivenciou muito temor e forte estresse emocional. Nessa ocasião escondeu-se numa caverna. Elias sentiu medo, angústia, rejeição, vontade de morrer. Ele experimentou a depressão. Tais sentimentos são comuns a todos os seres humanos, mesmo aqueles que seguem a Cristo, porque fazem parte da natureza humana. A diferença entre o cristão e o descrente está na postura diante das dificuldades e na segurança quanto ao socorro do Senhor. Esses sentimentos poderão nos atacar, entretanto não ficarão enraizados dentro de nós, pois o Espírito Santo frutifica os sentimentos que levam a vencer as disposições negativas e destrutivas. 

A Bíblia diz Elias, deprimido e abatido, entrou numa caverna. Segundo o dicionário Aulete Digital, caverna significa “cavidade grande e funda no interior do solo, em rocha ou terreno rochoso; furna; gruta. Qualquer cavidade muito profunda; antro; cova. A parte mais interna ou íntima, recôndita, pouco acessível. Lugar obscuro e fechado”. Elias, realmente, quis se esconder num lugar onde ninguém pudesse encontrá-lo. 

A caverna representava a alma de Elias, fechada e temerosa para tudo e para todos. Ele vinha de uma batalha espiritual contra os profetas de Baal, no monte Carmelo, mas vitorioso, pois Deus manifestou o seu poder de maneira extraordinária. O nome do Deus altíssimo foi glorificado por todos. 

A rainha Jezabel, esposa de Acabe, rei de Israel, adoradora de Baal, ficou enfurecida e lançou uma palavra de morte contra Elias. Ele fugiu temeroso, com medo de morrer. 

Talvez você também questione a atitude de Elias. Depois de vencer tantos profetas do mal ele fugiu com medo das palavras de uma mulher. Pensando bem, depois de uma grande batalha espiritual, a fragilidade é maior. Basta uma palavra para nos derrubar ou levantar. No caso de Elias, uma ameaça de morte o levou a uma profunda depressão. Compreendemos, com isso, que a intimidade com Deus e o poder de Deus na vida do cristão não o tornam imune ao abatimento moral ou físico. Basta deixar de olhar para o Senhor, por um pouco de tempo, para oscilar a visão espiritual. 

Os nossos olhos devem estar fixos em Deus; corpo, alma e espírito ligados Nele, para que as palavras lançadas pelo maligno não venham nos atingir. O escudo da fé tem que estar na posição certa para nos abrigar dos dardos inflamados do maligno. Há palavras que vem como dardos inflamados, lançados pelo adversário com o objetivo de destruir a nossa fé, tirar a nossa alegria, a nossa esperança, a nossa vontade viver e de fazer a obra de Deus. Há palavras mais destrutivas que a agressão física. São palavras que marcam a alma e deixam feridas profundas, que só Deus consegue curar com suas palavras de vida – porque há coisas que só Deus pode fazer. 

Aprendemos na história de Elias que não somos supercrentes, imbatíveis por nós mesmas. Imbatível é o Espírito Santo que habita em nós. A Palavra de Deus diz: “Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (1Jo 4.4). Ele é a nossa força. Só com Ele vencemos o reino das trevas. 

Aprendemos que, por um momento, até podemos entrar na caverna, mas a caverna não é nosso lugar. A maneira como Deus tratou Elias na caverna é admirável. Ele agiu como psicólogo. Deus é o Psicólogo dos psicólogos, porque Ele nos sonda e nos conhece melhor do que nós mesmas. 

Veja o que Deus disse a Elias na caverna: “E ele lhe disse: Sai para fora, e põe-te neste monte perante a face do Senhor. E eis que passava o Senhor, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas diante da face do Senhor, porém o Senhor não estava no vento; e depois do vento um terremoto, também o Senhor não estava no terremoto; e depois do terremoto um fogo, porém também o Senhor não estava no fogo; e depois do fogo uma voz mansa e delicada. E sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora, e pôs-se à entrada da caverna. E eis que veio a ele uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias?” (1Re 19.11-13). 

O que Deus estava revelando a Elias através desses fenômenos da natureza? O que o Senhor nos ensina com a experiência de Elias? 

Ele nos faz entender que na vida enfrentamos ventos que sopram de maneira contrária, mas o Senhor não está nesse vento. Ele está conosco para nos ajudar a passar pelo forte vento, a fim de que não sejamos levadas para longe dele. 

Há momentos que passamos por conflitos e abalos, como os de um terremoto. São situações que desestruturam e transtornam a vida. O Senhor não está nesse terremoto. Ele está conosco, impedindo que as perturbações venham nos enfraquecer e nos tirar da sua presença. O Senhor jamais nos deixa. 

Na vida também vivenciamos situações que causam dor, sofrimento e fazem grandes estragos. Assim como o fogo. Mas o Senhor não está nesse fogo. Ele está conosco para o nosso bem-estar, para nos consolar, nos aquecer com o seu Espírito, nos restaurar. 

De repente Elias sentiu uma brisa suave. O Senhor estava nessa brisa, envolvendo o seu servo com a sua paz, libertando-o dos seus temores, sarando o seu interior. Logo em seguida saiu da caverna para dar prosseguimento à sua missão. O Senhor tinha prazer na vida de Elias, por isso estava sempre ao seu lado. 

É assim, também, que Deus age conosco, porque Ele nos ama. Jesus está a destra de Deus advogando a nossa causa diante do Pai, pois Ele compreende as nossas fraquezas e nos perdoa quando confessamos os nossos pecados. Um dia Jesus esteve entre nós como homem e Deus encarnado, por isso conhece a nossa estrutura, as nossas debilidades, as nossas virtudes. 

Jesus venceu tudo: o mundo, a carne e o diabo (Shedd, Russell. “O mundo, a carne e o diabo”) e Nele somos justificados pela fé (Gálatas 2:16) e podemos vencer também. O diabo vem para nos perturbar, desestruturar, afligir, mas Jesus veio para destruir as obras do diabo (1João 3:8) e nos dar vida em abundância (João 10:10). 

Como Deus esteve com Elias, estará sempre conosco. O Senhor jamais nos deixará prostrados e acovardados dentro de uma caverna, porque há muitas vidas precisando ouvir da mensagem do evangelho. Na caverna a luz não pode brilhar. Não se esconda na caverna da solidão, do desânimo, do pecado, da frustração, da amargura, dos vícios, etc. 

São tantas as cavernas onde as pessoas estão escondidas! Falemos para nós mesmas e para essas pessoas o que Deus disse para Elias: “Que fazes aqui, Elias? Que fazes aí jovem? A caverna não é seu lugar.” 

Rosangela Maria Nascimento
Bacharel em Teologia
https://t.me/acavernanaoeoseulugar

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A presença de Deus nos garante descanso

Texto bíblico: E disse Deus: irá a minha presença para te fazer descansar. Então, disse-lhe se tua presença não for conosco, não nos faça subir daqui. ( Ex. 33:14-15)

Em hebraico, minha presença significa literalmente minha face. Portanto, Moisés sabia que era fundamental a presença de Deus ir adiante daquele povo para que eles pudessem alcançar a terra prometida, uma vez que estes foram escravos no Egito por quatrocentos anos. Porém, todas às vezes que eles tinham de enfrentar algum obstáculo, queriam retornar de onde vieram, ainda que estivessem de  forma escravizada e sem esperanças para o seu futuro.
Quando enfrentamos dificuldades a nossa tendência é querermos retroceder ou fugir, no entanto se a presença de Deus estiver conosco, enfrentamos gigantes, saltamos obstáculos e fazemos proezas, pois a Presença de Deus é garantia de bênção e de suprimento abundante, tendo em vista que nela há abundância de alegria, para nos fazer acreditar que sua provisão e seu amor serão constantes em nossas vidas. (Sl. 16:11).
Moisés entendia que a presença de Deus era fundamental para o sucesso daquela jornada, ao ponto de não querer sair daquele lugar para não perder contato com a presença do Senhor. Se quisermos ser bem sucedidos precisamos buscar incessantemente a presença de Deus em nossas vidas para nos fazer triunfar em todas as áreas de nossa vida, pois o Senhor é a bússola que irá nos conduzir ao caminho da vitória.
Davi também foi um homem que entendeu que a presença de Deus em sua vida o fazia triunfar, e de forma tão intensa e profunda foi inspirado e compôs  o Salmo 51, entendendo que os seus ossos iam envelhecendo por não ter a presença de Deus em sua vida. Havia perdido toda a alegria e satisfação e o prazer de viver , pois havia saído do centro da vontade do Senhor, quando adulterou com Bate-seba e planejou a morte de seu marido Urias.  Com esse acontecimento o Espírito Santo havia se afastado de sua vida, e dessa forma ele se sentiu completamente sem rumo e o sentimento de insatisfação se apossou dele. Quando ele se humilhou e se arrependeu de seus pecados sua vida foi completamente restaurada. A Palavra de Deus diz: "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça" I Jo 1:9.
Portanto,  a presença de Deus é essencial para obtermos sucesso na nossa jornada para a cidade celestial, pois essa presença nos encoraja e nos dá segurança. Assim, vencemos as oposições que temos de enfrentar durante este percurso, uma vez que haverá situações que dependeremos completamente da presença do Senhor para sermos direcionados e impulsionados para alcançarmos o alvo que foi traçado pelo próprio Deus para cada de um de nós, nos renovando e nos fazendo compreender os seus propósitos em nossas vidas.
presença de Deus é primordial para que a nossa caminhada seja triunfante, e Moisés sabia que se a presença do Senhor não os estivesse direcionando eles não seriam vencedores , tendo em vista que até então eles não conheciam outro lugar  que não fosse o Egito e outra função que não fosse a de escravo. Outrora nós precisávamos de outros métodos para alcançarmos o sucesso em todas as áreas de nossas vidas, entretanto, hoje temos a presença de Deus  que nos garante o descanso e o sucesso em nossas empreitadas.

Certa vez Jesus falou: Venham a mim, todos os que estão cansados e sobre carregados, e eu lhes darei descanso (Mt. 11:28). Descanso produz confiança, certeza de que iremos alcançar os objetivos que são traçados por Deus, e ainda que na história de nossa existência ocorram fatos que não sejam conforme os nossos projetos, certamente irão nos aproximar do Senhor, uma vez que tudo concorre para o bem dos que amam a Deus (Rm. 8:28).
Ressaltamos, que nos dias atuais, vivemos num contexto de muitas incertezas, onde não sabemos quais serão os acontecimentos que sucederão em nossas vidas. Por isso, precisamos constantemente ter a presença de Deus, nos encorajando a avançarmos para o nosso descanso eterno que não será neste mundo. Contudo essa presença santa e consoladora nos fará ter a convicção que há algo mais excelente reservado para os que forem fieis até o fim: a vida eterna com Cristo Jesus.
Cumpre esclarecer que a presença de Deus é conquistada de maneira que precisamos  buscar como Moisés que reivindicou para que a sua  presença fosse com aquele povo para que os povos vissem que o Deus que os tirou do Egito também estava comprometido em os fazerem ter sucesso naquela nova etapa de suas vidas. A maneira que alcançamos e mantermos a presença de Deus  em nossa vidas vamos recebendo a  direção e ao guardarmos o temor do Senhor nos aproximamos cada vez mais de sua presença, e com isso encontramos descanso, ainda que tudo ao nosso redor esteja em guerra, nós teremos a paz que excede todo entendimento.
O mundo busca incessantemente essa paz, porém não encontra, porque essa paz não significa ausência de problemas, e sim é gerada de uma confiança que não se pode abalar firmada em nosso Deus. Moisés tinha consciência disso e não abriu mão de ter a presença do Senhor para guiá-los até a terra que manava leite e mel. Nós também estamos num deserto simbolizado pelo mundo e todas as ofertas que este nos oferece, e não podemos renunciar a presença de Deus em nossas vidas, uma vez que esta presença gloriosa é que nos fará não desistir da viagem.
Não precisamos mais ficar ansiosos, pois a presença de Deus nos traz a certeza de que a nossa viagem será bem sucedida, pois Ele tem um rumo traçado para cada de nós que irá nos aperfeiçoar durante esse trajeto. Deus que nos dá descanso diante das aflições da vida, também irá nos aperfeiçoar, firmar e fortificar (I Pe. 5:10). Temos que desejar ardentemente seguir a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá a Deus (Hb. 12:14). Além disso reconhecer que somente através da graça de Deus herdamos a salvação (Ef. 2:8), que nos torna co-herdeiros em Cristo desta herança que  é incorruptível.
A nossa viagem já iniciou e precisamos nos esforçar, pois encontraremos oposições de faraó e seus soldados que tipifica satanás e seus  demônios , que usam todas as suas estratégias para nos impedir de chegarmos até o nosso destino. Também haverá momentos em que nos sentiremos desencorajados, cansados, perplexos e abatidos. Porém, não seremos destruídos, pois há uma promessa de chegaremos em segurança ao destino que o Senhor já tem preparado para nós. ( Jo. 14:1.2)
Portanto, podemos descansar, tendo em vista que essa viagem será segura, e todas as incertezas ou dificuldades que teremos de enfrentar o Nosso Protetor fará com que estas se tornem em pontes de acesso para que a nossa trajetória seja de sucesso e triunfo nesse percurso, porque a Bíblia nos afirma que somos mais do que vencedores em Cristo Jesus (Rm. 8:37).
Catia Regina Machado
Bacharel em Teologia e estudante de Direito
e-mail: catiaebenezer@gmail.com

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Cumprindo a missão que nos foi confiada

Texto bíblico: Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele em quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue? E como pregarão se não forem enviados? Como está escrito:"Como são belos os pés dos que anunciam boas novas!" (Rm. 10:13-15).
A palavra salvação vem do latim salvare, que significa salvar, e de salus, que significa saúde ou ajuda. A palavra hebraica traduzida para o português significa segurança, e quando usada para indicar salvação espiritual fala do livramento do pecado, da degradação moral, conferindo perdão, justificação, transformação moral, e por fim, a vida eterna. O indivíduo salvo é alguém que se tornou filho de Deus de modo a compartilhar tudo que em Cristo ele conquistou.
A pregação do evangelho tem como objetivo primordial fazer com que o homem retorne a sua comunhão com Deus para que este seja socorrido no tempo da angústia, da aflição e assim encontre segurança, pois como disse o salmista: Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Senhor que por mim tudo executa (Sl. 57:2). Isto gera uma fé miraculosa, pois não é explicada cientificamente, posto que é gerada pelo Espírito Santo, produzindo assim a  salvação para a vida eterna e livrando o homem da condenação do inferno.
Quando o indivíduo alcança a salvação através da ação sobrenatural do Espírito Santo ele passa a ser um semeador de boas novas. Através dessa semeadura ele alcança aqueles que estão vivendo uma vida de frustração, derrotas, de solidão e afastadas totalmente da comunhão com Deus, , uma vez que o homem foi criado para ter um relacionamento íntimo com o seu Criador.
Portanto, a vontade de Deus é que o ser humano seja preparado para o reino celestial, através de um relacionamento íntimo e profundo, e assim sendo, sua natureza humana pecaminosa será eliminada, demonstrando que a misericórdia do Senhor é extensiva a toda humanidade, posto que essa é a obra-prima e a coroa da criação de Deus. O propósito principal é que homem falho passe a ser justificado em cristo Jesus, podendo este louvar a sua majestade.
Sendo esse homem reconciliado com Deus, ele se torna um instrumento para salvação, não podendo negligenciar a sua chamada, sendo útil a causa do reino. É preciso ressaltar, que a missão que nos foi confiada de anunciar as boas novas do Evangelho é fundamental para a volta do Senhor Jesus. Portanto, devemos assumir o nosso papel para que o reino de Deus seja implantado na terra.
No caminho de Damasco, o apóstolo Paulo teve entendimento ao ter um encontro surpreendente com Jesus,  que a sua  missão não era perseguir os cristãos, e sim proclamar o que os cristãos anunciavam: que a salvação só podia vir através de Jesus. O Senhor teve que se apresentar ao próprio Paulo, convencendo-o de que embora sendo ele extremamente zeloso pela lei, não estava seguindo a vontade de Deus para sua vida. Por isso, Paulo compreendeu que não podia se omitir na função que Deus havia determinado para sua vida. Em sua época, ele fazia parte elite judaica, e provavelmente, seria um forte candidato a ser o substituto de seu mestre Gamaliel. No entanto, renunciou a esta posição e a esse status para servir a Cristo.
Jesus Cristo foi o maior exemplo de pregador e de serviço, pois deixou o seu trono na glória, se despiu de toda a sua honra, chegando ao ponto de declarar que não havia vindo para ser servido, e sim para servir e dar sua vida em resgate de muitos. Foi obediente até a morte de cruz, conforme nos expõe as Escrituras. (Fp. 2:5-8)
Como ouvirão se não há quem pregue? Também, Isaías entendeu e disse: Eis-me aqui envia-me a mim (Is 6:8). E nós estamos dispostos a responder ao chamado que nos foi confiado? Estamos dispostos a servir? Estamos dispostos a renunciar a nossa vontade para que a vontade de Deus se cumpra em nós?
Todos os profetas e inclusive Jesus marcaram a sua época através da obediência, colocando suas vidas ao serviço do Reino. Deus quer encontrar pessoas que estejam disponíveis para realizar a sua vontade, e se colocarem na brecha para que a humanidade venha chegar ao pleno entendimento de que haverá um juízo sobre aquele que não aceitar ao chamado da salvação.
Deus está à procura de profetas que marcarão a sua geração através da proclamação das boas novas de salvação, pois como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam dos que anunciam coisas boas (Rm. 10:15). Estamos vivendo um tempo que não podemos nos calar, pois vemos que os sinais da vinda do Mestre estão se cumprindo. Portanto, não sejamos negligentes quanto ao nosso chamado e priorizemos a vontade de Deus, pois é certo que haverá um prêmio para os diligentes com seu chamado.  Reconhecemos que há momentos, que é difícil renunciar a nossa vontade, porém contemplar o agir de Deus e ver almas se rendendo ao Senhor Jesus é uma alegria inigualável. 

Cátia Regina Machado
Bacharel em Teologia e estudante de Direito
e-mail: catiaebenezer@gmail.com