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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Gemidos - angústias da alma


Segundo o dicionário on-line de Português, a palavra gemido quer dizer: "Voz inarticulada e dolorosa; suspiro, lamentação, som plangente".

Quando não conseguimos conversar com Deus as nossas mais profundas dores, o Espírito Santo traduz com gemidos inexprimíveis a nossa dor para Deus.

Além disso, Ele com som plangente (Som plangente quer dizer: que chora, que está triste) chora conosco e sente profundamente a nossa tristeza e dor. O Espírito Santo não somente chora e fica triste conosco, Ele sente a mesma tristeza e chora o nosso choro.

A certeza de que não estamos sozinhos em nossas dores e tribulações é mais um segredo precioso da palavra de Deus.

Senhor, obrigada porque o Espírito Santo é um tesouro precioso em nossa vida para ser o nosso companheiro, intercessor, professor, guia e selo de garantia até o último dia da nossa vida aqui na terra. Gratidão, Senhor, pelo Espírito Santo. Em nome de Jesus. Amém!

Rosangela Maria Nascimento
Bacharel em Teologia

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Zeus e as crianças

Foto: Caroline Filandro

Certa vez, passeando com o cachorro da minha sobrinha chamado Zeus, algumas crianças se aproximaram para fazer carinho e brincar com ele. 

Foi interessante porque as crianças deitaram nele, tiraram fotos e o Zeus sentou no chão para ficar com as crianças. As mães no início ficaram com medo, pois Zeus é grande e a sua raça é Golden retriever. Para quem conhece essa raça sabe que é meigo, manso e brincalhão. Quando elas se sentiram seguras não impediram que as crianças brincassem com ele. Uma das mães delas até tirou uma foto. 

Depois fiquei refletindo sobre essa foto e lembrei das palavras de Jesus quando as crianças se aproximaram dele: "Então disse Jesus: Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas". Mt. 19:14. 

Se Zeus deixou as crianças se aproximarem dele com alegria, amor e carinho, imagine Jesus quando as crianças se aproximaram Dele? Imagine a alegria das crianças ao abraçar Jesus , o filho de Deus? O Senhor nesse texto nos orienta que precisamos ser semelhantes às crianças para herdar o Reino dos Céus. Como é bom saber que quando nos lançamos nos braços de Jesus, sem reservas, nada pode impedir que Ele nos receba em seu Reino. Os discípulos tentaram impedir que as crianças se aproximassem para não incomodar o Mestre, as mães tentaram impedir que as crianças chegassem perto de Zeus por medo e cuidado. Portanto, tenhamos a firme certeza que o Senhor nunca vai nos impedir de nos chegarmos a Ele. Amém!

Rosangela Maria Nascimento - Bacharel em Teologia

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

O calor ardente do pecado

 

Foto: Rosangela Maria Nascimento

Hoje tirei essa foto em frente à minha casa. Fiquei olhando para a árvore e para o céu grata ao Senhor por esse dia de domingo nublado e com o frescor da chuva fina que caiu essa madrugada. Na semana passada, no Rio de Janeiro,  vivemos dias de intenso calor. A impressão que tínhamos é que estávamos no deserto  e o vento, quando soprava, era um calor quente em nossa face.

Procurávamos por causa dessa sensação térmica alta encontrar formas de aliviar o calor: bebendo muita água, usando o ar-condicionado e outras alternativas que minimizassem o desconforto do clima quente.

Por isso, esse calor me fez lembrar de um texto bíblico que se encontra em Salmo 32:4: Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. (Selá.)

Davi ao escrever esse salmo estava com a sua alma em "sequidao de estio", pois estava ferida pelo pecado. Segundo o dicionário Educalingo.com, estio quer dizer "tempo quente e seco palavra da qual deriva o termo "estiagem". A mão do Senhor pesava sobre Davi e o calor ardente da angústia e da falta de comunhão com Deus veio sobre ele por causa do pecado.

As águas dos rios de água viva do Espírito Santo pararam de correr abundantemente em sua alma. O rio estava quase seco por causa do calor do pecado. Enquanto ele procurava alternativas próprias para aplacar a angústia do seu pecado,  Davi não sentiu o frescor da presença de Deus.

Foi quando Davi clamou a Deus e pediu perdão pelos seus pecados. Logo, o calor ardente do pecado se foi e as águas do Espírito Santo transbordaram e alegraram  a sua alma.

Senhor, sou grata a Ti nesse dia pelo frescor do dia, pois o Senhor é o dono tempo, das estações, que faz o sol brilhar e a chuva cair para resfrescar a terra. Sou grata porque temos o teu filho Jesus que morreu na cruz para nos salvar e nos purificar de todo pecado. Sou grata, Senhor, pelo Espírito Santo que refrigera, conforta e reconforta a nossa alma. Em nome de Jesus. Amém!

Rosangela Maria Nascimento
Bacharel em Teologia

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Quando a tempestade chega

Texto bíblico: Atos 27: 1-44 

Introdução

Pensa numa situação muito ruim, pois é pode ser pior. Estamos vivendo uma tempestade sanitária, econômica e politica, jamais vista pelo tamanho de sua magnitude e consequências, as quais ameaçam em primeiro lugar a nossa saúde e vida. 

Já chegamos ao fatídico patamar de 27.878 mortes por COVID-19, e 465.166 casos, em todo o Brasil, no Rio de Janeiro, chegamos a 5.079 mortes e 47.953 casos; a segunda os nossos empregos, ganhos e bens (perdemos quase 4,9 milhões de empregos, com 12,6% de desemprego na população; e um prejuízo de 320 bilhões de reais; e a terceira, a nossa frágil democracia com falta de união entre os três poderes (as inflações administrativas e penais que perseguem nossos governantes, e estão sendo julgadas pelas instâncias próprias da República. 

Na verdade, toda a nossa confiança naqueles alicerces da vida foram arrastados pelas tempestades que ora nos açoitam com muita força. 

Em meio à tempestade tríplice que atravessamos, não podemos esquecer a nossa própria tempestade interior que tem também grande poder destrutivo sobre nós, e nosso entorno. 

Ela nasce dentro da mente e do coração em razão das perdas materiais, emocionais a que estamos submetidos e potencializada pela tempestade tríplice que nos cerca. 

Mesmo diante de tanta incerteza, trago à memória dos irmãos, o texto paulino no qual Paulo deposita em meio à tempestade toda a confiança e esperança somente em Deus na história relatada no texto bíblico. Atos 27: 1-44.


1. Quando a tempestade chega PÕE FIM AOS PROJETOS HUMANOS

Os passageiros da embarcação relatada por Paulo ficaram 14 dias na tempestade e o percurso da viagem foi alterado. Como eles nossa agenda foi também totalmente alterada em rotinas incansáveis de adaptação a nova realidade.

Nossos projetos foram adiados ou cancelados (chegada ao destino adiada); 

Nossos sonhos foram desfeitos (pensavam em lucros, e tiveram prejuízo total); 

Nossos ganhos e bens se perdem (prejuízos matérias e emocionais enormes); 

Nossa segurança fica fragilizada, perigo de vida o tempo todo; 

Nossa saúde é atacada de forma vil, internações e sequelas físicas da doença; 

Nossa vida corre risco o tempo todo (perdemos amigos, pessoas amadas, em quantidade de mortes superior à das guerras recentes); 

Nossa autoconfiança e conhecimento falharam (eram marinheiros experientes, mas falharam. ninguém chegou perto de acertar com esta pandemia, nem nas melhores e maiores nações do Mundo, foram pegos de surpresa; 

Nossos costumes foram radicalmente alterados: álcool gel, distanciamento, isolamento e máscara; não podemos ver nossos parentes e amigos nos hospitais, nem podemos tão pouco enterrar alguns como desejaríamos; 

Nossos cultos e comemorações deixaram o lugar do tempo físico e foram para as mídias sociais e aplicativos de encontro virtuais; 

Tivemos que nos reinventar e sermos mais criativos para preparar os cultos virtuais de domingo. 

Nunca se ouviu tantas mensagens poderosas nas mídias sociais pelos servos de Deus. 

Devido à falta de cultura digital, muitos ficaram alheios aos trabalhos eclesiásticos, inclusive líderes religiosos. 

Terão que aprender rápidos ou ficaram esquecidos para sempre. 

Nossas expectativas de melhora desapareceram. Mas, Segundo I Coríntios 2.9: Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.


2. Quando a tempestade chega PORQUE IGNORAMOS OS SINAIS

Já estavam navegando com muita dificuldade perto de Creta; 

Não prosseguiram mais adiante devido ao vento contrário; 

Costearam a ilha de Creta com muita dificuldade; 

Chegaram a um lugar chamado de Bons Portos (falsa esperança); 

A navegação começou a ficar muito arriscada; 

Paulo os adverte de que a navegação vai ser muito trabalhosa, com dano para a carga e para a própria vida dos passageiros; 

Mas o centurião deu mais credito ao piloto e ao mestre do navio do que a Paulo; 

Quantas vezes sofremos a tempestade por culpa dos outros, e às vezes, por nossa própria culpa, mas não devemos nos desesperar. 

Ora, nós não atentamos para o que acontecia no Mundo lá fora, e infelizmente estamos sofrendo as consequências (15) 

3. Quando a tempestade chega DESFAZ TODA A ESPERANÇA DE VIDA: 

Desfaz o nossa zona de conforto e segurança, lançando-nos no caos da tempestade; 

Desfaz a esperança de ganho material. (18-19); 

Desfaz a nossa frágil segurança em alguma coisa; 

Desfaz a nossa expertise em qualquer conhecimento; 

Desfaz nossos paradigmas estabelecidos; 

Desfaz as pequenas coisas que nos incomodam: nossas opiniões de nada valem na tempestade, nosso orgulho somente atrapalha (11-12); 

Desfaz a esperança de viver, e chega o medo da morte iminente. 


4. Quando a tempestade chega, DESCOBRIMOS... 

Que a nossa expertise de nada adianta para resolver o grande problema; 

Chegamos à conclusão, tarde demais, que erramos, e não tem como voltar atrás, somente nos restando administrar os prejuízos e consequências; 

Que os bons conselhos não vêm somente dos especialistas na área técnica, o homem de Deus não pode se omitir, nem se julgar livre do perigo que atinge a todos; 

Que todos os nossos planos foram de água abaixo literalmente. 


5. Quando a tempestade chega, SOMENTE NOS RESTA CONFIAR EM DEUS 

Não havendo solução a vista, resta-nos entregar a Deus a nossa vida e nossos projetos futuros; 

Reconhecer que cometemos erros crassos e inconfessáveis; 

Confiar em Deus pela fé e não pelos fatos que acontecem no nosso dia a dia; 

Descobrimos que Deus continua interessado em nós mesmo depois de termos cometido erros (23-24); 

Mas, os nossos recursos não devem ser esquecidos (27-28-29); 

Não adianta entrar em desespero, pode ser fatal (31), o homem de Deus deve ser proativo; 

Mesmo em meio ao perigo, precisamos cuidar de nós e dos outros (33); 

É preciso dar graças a Deus em meio ao naufrágio de nossas vidas (35); 

É necessário restaurar a autoestima e a confiança (36); 

Para sobreviver, às vezes, é preciso quebrar paradigmas (42-43). 

Todos se salvaram pela instrumentalidade do homem de Deus (44), o homem de Deus não pode se isolar neste tempo de tempestades, o rebanho precisa de sua presença virtual, e física quando necessário, mas não deve ser ingênuo para esquecer as medidas de segurança pessoal e familiar. 


Conclusão:

A vista de tudo isto, qual deve ser então a nossa atitude mais promissora, senão lançar sobre Deus toda a nossa ansiedade, e confiança de que Ele nos livrará na tempestade e dela também. 

Trago à memória dos amados, o que diz o profeta– Habacuque 2:4, O justo viverá da fé, neste tempo, precisamos muito viver pela fé em Deus em que pese às perdas, as dores, a total falta de boas perspectivas, continuemos a confiar em Deus, pois ele está no controle de todas as coisas, está cuidando de cada um de nós. 

TENHAM FÉ IRMÃOS... 

Pr. Marcos A. Nascimento

quarta-feira, 24 de junho de 2015

E procuras tu grandezas?

Texto bíblico: E procuras tu grandezas? Não as busques, porque eis que trarei mal sobre toda a  carne, diz o Senhor ; a ti, porém, darei a tua alma por despojo, em todos os lugares para onde fores. (Jeremias 45.1-5)

O que nos leva a servir ao Deus Vivo? Quais são as nossas motivações por debaixo de toda a nossa piedade, e trabalho duro no serviço do Senhor? 

Certa vez Jesus falou a respeito daqueles que desejavam alguma recompensa para servir no Reino de Deus, vide Lucas 17.10 “Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer.”

Claro que não somente cumprir a obrigação de servos, afinal todos nos somos propriedade do Deus Eterno, mas também servi-Lo com todo o amor de nossos corações, sem esperar nenhuma recompensa ou reconhecimento.

Baruque, o fiel secretário de Jeremias, exprimira a sua queixa: “3 Disseste: Ai de mim agora, porque me acrescentou o Senhor tristeza à minha dor! Estou cansado do meu gemido e não acho descanso.”

As notícias não eram boas: o povo não dera crédito à mensagem de Jeremias, a sua própria família se tornara sua inimiga; o juízo de Deus estava às portas de Judá; a vida de Jeremias e a de Baruque corriam risco de morte o tempo todo.

Quantas vezes o ministério que Deus nos outorga é por demais pesado, difícil, incompreendido até por aqueles que deviam nos amar, os nossos familiares e ovelhas. O ministério de Jeremias e seu escriba Baruque, não foi nada fácil, eis o porquê da lamentação deste.

Vivemos dias de grandes ministérios, grandes templos, milhares de membros em uma só igreja, grande volume dinheiro de ofertas que precisam de aviões para ser levado à igreja sede, grandes eventos.

Não queremos sofrimento, incompreensão, nem um lugar esmo, nem pouca coisa. Lembro com saudade daquela estrofe do hino 298 do Cantor Cristão: “Eu quero encontrar um obscuro lugar na seara do meu bom Senhor!”

Paira no ar e no coração, uma sensação de desconforto, de incapacidade, de derrota, de desprestígio quando não vivemos as grandezas deste mundo gospel em muitos de nós, servos do Senhor.

Em que pese a nossa total dependência de Deus para fazer a sua maravilhosa obra, certamente que Ele não é injusto para não a devida recompensa, vide II Crônicas 15. 7

“Mas esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra tem uma recompensa.”

Certamente que Jeremias e Baruque já receberam a sua preciosa recompensa, e estão muito satisfeito com Jesus na glória celeste.

Também, espero caminhar neste mundo fazendo a vontade de Deus e amando de todo o meu coração o Senhor Jesus, mesmo sem as recompensas deste mundo passageiro, ainda que seja gospel.

Pr. Marcos A. Nascimento - marcosantonion2@gmail.com

terça-feira, 1 de julho de 2014

Prazer e tristeza na Casa de Deus

Texto bíblico: Uma coisa pedi ao SENHOR, e a buscarei: que possa morar na casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR, e inquirir no seu templo. (Salmos 27 : 4)

Dentre os maiores privilégios e prazeres de um crente é estar na casa de Deus para louvá-Lo com toda a sua alma, coração e forças.

Nunca vi um crente fiel que não gostasse de estar presente aos cultos, seja no templo, seja nos lares, seja em qualquer lugar nos quais seja reverenciado o nome do Criador.

Sempre para mim foi inconcebível passar o domingo longe do templo do Senhor, deixando de ouvir os hinos santos, ouvir a Palavra Divina, os ensinamentos dos irmãos mais experientes, compartilhando ricas experiências de vida cristã, entregando minhas ofertas e dízimos.

Por isto mesmo não entendo pessoas que se dizem crentes e passam meses sem comparecer aos cultos em sua igreja.

O desejo do salmista de morar no próprio templo nos leva a pensar no cuidado que temos com a casa de Deus no sentido de vê-la bonita, limpa, atraente. Aliás, a casa de Deus deve ser o modelo perfeito para as nossas casas pessoais aqui na terra.

Quantos têm os seus palacetes, mas não cooperam para a manutenção da casa de Deus. Que modo triste de viver a vida cristã. Ah! Quantos terão imensa surpresa quando chegarem aos céus de Deus.

A casa de Deus, o templo, deve ser um lugar belo e confortável e atraente pois um belo templo também prega o evangelho de Deus. Ademais irmãos, lembrem-se também de que o seu testemunho é a melhor pregação do evangelho. Sendo um crente fiel e cuidadoso com as coisas de Deus, certamente que muitas pessoas se sentirão atraídas pelos crentes e pela bela casa de Deus.

Em que pese o prazer de estar na casa de Deus, ficamos tristes às vezes, porque os louvores cantados não são aqueles que realmente edificam, mas apenas produto de consumo do mundo gospel.

Ouvimos mensagens produzidas apenas pela mente humana, repleta de chavões políticos e religiosos com o objetivo de agradar, e não de despertar o povo para a santificação, para o trabalho de Deus e prepará-lo para vinda do Senhor.

Não é por acaso que as igrejas hoje não mais excluem os membros que pecam, que adulteram, que fraudam os outros, muitos destes casos são resolvidos no gabinete pastoral com perdão do próprio pastor após a confissão dos pecados (pastores imitando os padres).

Por outro lado, ficamos entristecidos quando há discriminação em face dos crentes fieis e mais experientes da igreja para beneficiar os mais jovens e os que estão chegando, criando uma base política de sustentação para o novo ministério.

Os membros que deram a sua vida pela Igreja são esquecidos, e a história é contada a partir do novo pastor, dos novos membros, formando muitas vezes uma verdadeira ditadura evangélica.

Sem falar que agora também foi criada a bolsa espiritual, pastores que usam o seu poder econômico para seduzir e prender a almas das ovelhas dando-lhes ajuda material com o dinheiro dos dízimos e ofertas que deveria ser usado para fins espirituais. 

Prazer e tristeza na casa de Deus, que este sentimento deixe de existir em nós e no meio evangélico, assim desejamos e assim oramos ao nosso Deus, Pai das Misericórdias eternas.

Pr. Marcos A. Nascimento
marcosantonion@globo.com

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Batalha espiritual V

Texto bíblico: Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; (Efésios 6:14)

Quando falamos em batalhas, logo nos vem à mente a necessidade de armas capazes de combater os nossos inimigos, e vencê-los.

Tendo já conhecimento de que as armas do inimigo não servem para os crentes, eis que provocam o chamado “fogo amigo”, passamos a falar sobre as armas espirituais que nos são oferecidas a cada um de nós para a terrível batalha que se trava dentro de nós e nos lugares celestiais.

Na verdade, são armas produzidas a partir da atuação do Espírito Santo dentro de cada um de nós, preparando-nos para sermos invencíveis na batalha espiritual. O nosso poder de fogo se manifesta na nossa total dependência divina e numa vida submissa à orientação do Espírito, tendo uma conduta exemplar, sem mácula, irrepreensível diante de Deus e dos homens.

A verdade é a nossa primeira arma. Ser verdadeiro, identificar-se com a verdade divina através de uma vida correta como a de Natanael: “Jesus viu Natanael vir ter com ele, e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo. João 1:47.”

Que testemunho maravilhoso, Jesus olhou para o coração de Natanael e não encontrou dolo nenhum. Ah! O que Deus pode fazer através de um homem compromissado com a verdade! A conduta de Natanael é uma arma poderosa contra o mal.

Não é a arma visível que temos nas mãos para amedrontar o inimigo que é letal, mas o que temos dentro de nós que se manifesta na nossa conduta diária, é que irá provocar danos tremendos nas fileiras do inimigo. Observe o que apóstolo Paulo diz: Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. Filipenses 4 : 8.

Quantos em nosso meio costumam usar as armas do inimigo: não dizem a verdade, não são éticos, convivem com o pecado como se fosse um velho amigo. Alguns políticos ficariam com vergonha de nossas terríveis técnicas para enganar, manter o poder, mesmo que tenham que esconder o que é verdadeiro.

Aliás, é bom lembrar que o pai da mentira é o Diabo. Omitir a verdade, fazer parecer o que não é verdadeiro, também é mentira.

Se a sua mente e o seu coração estão cheios desta arma poderosa, a verdade, você está bem armado e é capaz de provocar grandes baixas nos batalhões do inferno.

A verdade de Deus deve encher a nossa vida todos os dias, todos os momentos. Devemos encher o nosso coração com o que é verdadeiro, santo e puro diante de Deus. Somente assim, poderemos usar a primeira arma poderosa do arsenal divino, a verdade.

Pr. Marcos A. Nascimento
marcosantonion@gmail.com

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A insensatez da vida!

Texto bíblico: Assim como a mosca morta produz mau cheiro e estraga o perfume, também um pouco de insensatez pesa mais que a sabedoria e a honra. Eclesiastes 10:1

Assim como a mosca morta produz mau cheiro e estraga o perfume, também um pouco de insensatez pesa mais que a sabedoria e a honra.
Somos sempre ensinados a pensar que as pessoas boas, honestas, inteligentes e trabalhadoras sempre se darão bem na vida. Esperamos sempre que tais pessoas atingem seus objetivos, seus sonhos e vivam felizes para sempre.
Este pensamento na verdade, é a regra geral, porém não podemos esquecer que as exceções são muitas. Às vezes, diante de tantas, chegamos a pensar que não vale o esforço para seguirmos os mandamentos divinos.
Somos confrontados a todo o momento com o crescimento dos maus, e eles até vivem bem, são aparentemente felizes, ficam ricos, conseguem o que desejam, morrem até com honras.
De outro lado, vemos pessoas boas que não conseguem sucesso nesta vida. Sofrem toda sorte de males: doenças, desemprego, desilusão, dores, e até morrem em completo esquecimento.
É interessante como alguns tolos conseguem a atenção de tanta gente. São colocados em lugares de honra, de responsabilidade, ganham altos salários, enquanto pessoas sábias são deixadas de lado mesmo em nosso meio.
Parece que temos uma tendência de sermos insensatos, não paramos para analisar com profundidade aqueles que elegemos para nos dirigir. O resultado sempre é catastrófico.
Ademais a vida é imprevisível, cheia de riscos, não sabemos o que pode nos acontecer. Talvez aqui resida toda a beleza de viver. Viver é um privilégio inefável, mesmo com todos os riscos inerentes à vida que vivemos.
Nada pode nos garantir que o fato de vivermos de acordo com os mandamentos divinos nos dará uma vida gloriosa, rica e completa aqui neste mundo repleto de insanos.
Somente, e tão somente na glória celeste é que receberemos o galardão pela obediência à Palavra de Deus nesta vida. Vale à pena viver de acordo com os mandamentos divinos, mesmo que as coisas não ocorram como desejamos ou como sonhamos. Mesmo que os maus triunfem e nos façam todo o mal que puderem.
Teremos que viver correndo os riscos da insensatez humana em que pese a nossa posição de filhos de Deus. Mas, uma coisa tenho a certeza: o insensato pagará caro pelos seus erros, e os puros alcançarão a vida plena aqui e no além de Deus.
Não podemos esquecer que embora os maus possam nos causar grandes estragos, estes hão de contribuir para o nosso bem maior. Deus está no controle de todas as coisas, mesmos aquelas que nos fazem um mau passageiro, eis que passageira é a vida neste mundo.
Sejamos firmes diante das lutas e desenganos da vida, logo ali, além, estaremos para sempre com nosso Deus.

Pr. Marcos A. Nascimento
marcosantonion@globo.com

domingo, 9 de março de 2014

A bem-aventurança de confiar nas promessas de Deus

Texto bíblico: Mateus 5: 4-12

As bem-aventuranças são promessas feitas aos discípulos fiéis, falando a respeito dos céus e de todos os benefícios daqueles  que guardarem as instruções dadas por Jesus.

Devemos nos apegar ardentemente ao Senhor e confiar sem reservas em suas palavras, pois Ele não é homem para mentir e nem filho do homem para se arrepender, porventura falaria e não cumpriria ou revogaria aquilo que já prometeu? (Nm 23:19). Por isso, a sua Palavra é a bússola que irá nos conduzir a entrar nas mansões celestiais, e nessa caminhada rumo ao céu devemos examinar as Escrituras, pois o próprio Jesus falou que através dela conheceremos os seus desígnios e projetos para nossa vida, e assim não perecermos por falta de conhecimento. (Os 4:6)

São nove as bem-aventuranças que Jesus proferiu no Sermão do Monte, que serão obtidas por aqueles que observarem as Suas ordenanças, cumprindo-as de maneira cabal, se tornando assim cidadão dos céus para conservar o seu passaporte para a viagem. Ele nos levará ao encontro com o noivo. Precisamos estar preparados com o nosso coração e mente santificados, e estarmos envolvidos com os preparativos desse que será o maior acontecimento na vida daqueles que se mantiverem em submissão ao Senhorio de Cristo.

Somos discípulos do Senhor, ou seja, aprendizes e o que observamos no Sermão do Monte é que Jesus quer que os seus alunos tenham atitudes diferentes da multidão, que ouve e não cumpre os seus ensinamentos. O verdadeiro discípulo de Jesus coloca em prática todos os ensinamentos do Mestre para que o Evangelho seja proclamado através das nossas boas atitudes, demostrando assim a que reino pertencemos, para que a sua obra vicária não seja em vão. Pois cada vez que negligenciamos Jesus em nossas ações ficamos a mercê do acusador. 

Se alguém ouve as palavras e não as pratica é comparado a um homem que edificou a sua casa sobre areia, veio à tempestade e arruinou toda aquela construção, ou até mesmo um homem, que se olhou no espelho, e esqueceu-se como era a sua fisionomia. Esse simbolismo o Mestre usou para definir aqueles que não herdarão a vida eterna, e consequentemente terão o seu lugar no lago de fogo e enxofre.

Devemos ter atitudes que sejam compatíveis como de um herdeiro de uma promessa incorruptível, e andarmos na luz como Ele andou,  não cumprindo a concupiscência da carne para sermos merecedores de participar desta tão maravilhosa promessa, que nos fará esquecer de todas as adversidades que enfrentamos nessa vida, uma vez que o reino dos céus é tomado a força. ( Mt 11:12)

Portanto, o Mestre espera que como discípulos seus tenhamos Suas e encontremos a verdadeira felicidade nEle. Quando temos esse entendimento reconhecemos que não é trabalhoso sermos obedientes aos Seus preceitos, alcançando assim a paz e a felicidade que provêm do Seu Espírito.

Precisamos ser pobres de espírito, não me refiro a condição financeira, e sim sermos humildes de coração, reconhecendo a nossa condição de pecador e dependência de Deus. Assim, herdaremos o reino dos céus como recompensa por tal tal procedimento.

Se chorarmos aqui somos felizes, uma vez que teremos o Seu consolo, pois Deus limpará de nossos olhos todas as lágrimas. (Ap. 4:4)

A mansidão é uma atitude de submissão a vontade de Deus, sendo o oposto de orgulho. É a docilidade que nos fará herdar a terra, uma vez que o Senhor diz: “Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz.”( SL 37:11)

Se tivermos fome e sede de justiça seremos fartos. No mundo há tantas injustiças e tantas desigualdades sociais, intelectuais entre outras, que precisamos ansiar e praticar essa bem-aventurança, pois os que se submeterem a Sua vontade serão fartos da justiça.

Todas às vezes que Jesus operava milagres com objetivo de restituir a dignidade ao ser humano Seu interior se movia de íntima compaixão. Da mesma forma, devemos ser misericordiosos  para alcançarmos misericórdia, perdoando e sempre prontos a ajudar uns aos outros como fez Nosso Mestre. ( Mt 20:28).

O coração simboliza o "centro das emoções", portanto deve ser sempre  guardado para que Deus possa reinar em nosso interior, para que sejamos sempre identificados como discípulos do Senhor.

A sociedade hodierna ampara o errado como certo. Por isso, os que querem viver de maneira condizente com o seu discipulado, certamente serão confrontados e perseguidos. Aqueles que não forem contaminados com os argumentos do mundo e suas práticas terão um grande galardão, pois o Evangelho significa boas novas de arrependimento e novidade de vida, posto que sem essa mudança o ser humano não estar apto para herdar a vida eterna.

Ser bem-aventurado não é fácil, porém é recompensador, uma vez que as regras que nos fazem ser felizes não podem se comparar com a recompensa que herdaremos naquele grande dia. Portanto, não espere ter uma vida de facilidades, pois estamos em uma missão e somos peregrinos nessa terra. Por isso, as nossas atitudes não se coadunam com os hábitos desse mundo, e assim sendo, vamos provar a boa e agradável vontade de Deus. (Rm 12:2).

Cátia Regina Machado
Bacharel em Teologia e Advogada
E-mail: catiaebenezer@gmail.com

sábado, 16 de fevereiro de 2013

A caverna não é o seu lugar

Texto bíblico: I Reis 19:1-15 

A Bíblia nos relata a história de Elias, profeta usado por Deus de forma poderosa. Porém, em um momento da sua vida, ele vivenciou muito temor e forte estresse emocional. Nessa ocasião escondeu-se numa caverna. Elias sentiu medo, angústia, rejeição, vontade de morrer. Ele experimentou a depressão. Tais sentimentos são comuns a todos os seres humanos, mesmo aqueles que seguem a Cristo, porque fazem parte da natureza humana. A diferença entre o cristão e o descrente está na postura diante das dificuldades e na segurança quanto ao socorro do Senhor. Esses sentimentos poderão nos atacar, entretanto não ficarão enraizados dentro de nós, pois o Espírito Santo frutifica os sentimentos que levam a vencer as disposições negativas e destrutivas. 

A Bíblia diz Elias, deprimido e abatido, entrou numa caverna. Segundo o dicionário Aulete Digital, caverna significa “cavidade grande e funda no interior do solo, em rocha ou terreno rochoso; furna; gruta. Qualquer cavidade muito profunda; antro; cova. A parte mais interna ou íntima, recôndita, pouco acessível. Lugar obscuro e fechado”. Elias, realmente, quis se esconder num lugar onde ninguém pudesse encontrá-lo. 

A caverna representava a alma de Elias, fechada e temerosa para tudo e para todos. Ele vinha de uma batalha espiritual contra os profetas de Baal, no monte Carmelo, mas vitorioso, pois Deus manifestou o seu poder de maneira extraordinária. O nome do Deus altíssimo foi glorificado por todos. 

A rainha Jezabel, esposa de Acabe, rei de Israel, adoradora de Baal, ficou enfurecida e lançou uma palavra de morte contra Elias. Ele fugiu temeroso, com medo de morrer. 

Talvez você também questione a atitude de Elias. Depois de vencer tantos profetas do mal ele fugiu com medo das palavras de uma mulher. Pensando bem, depois de uma grande batalha espiritual, a fragilidade é maior. Basta uma palavra para nos derrubar ou levantar. No caso de Elias, uma ameaça de morte o levou a uma profunda depressão. Compreendemos, com isso, que a intimidade com Deus e o poder de Deus na vida do cristão não o tornam imune ao abatimento moral ou físico. Basta deixar de olhar para o Senhor, por um pouco de tempo, para oscilar a visão espiritual. 

Os nossos olhos devem estar fixos em Deus; corpo, alma e espírito ligados Nele, para que as palavras lançadas pelo maligno não venham nos atingir. O escudo da fé tem que estar na posição certa para nos abrigar dos dardos inflamados do maligno. Há palavras que vem como dardos inflamados, lançados pelo adversário com o objetivo de destruir a nossa fé, tirar a nossa alegria, a nossa esperança, a nossa vontade viver e de fazer a obra de Deus. Há palavras mais destrutivas que a agressão física. São palavras que marcam a alma e deixam feridas profundas, que só Deus consegue curar com suas palavras de vida – porque há coisas que só Deus pode fazer. 

Aprendemos na história de Elias que não somos supercrentes, imbatíveis por nós mesmas. Imbatível é o Espírito Santo que habita em nós. A Palavra de Deus diz: “Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (1Jo 4.4). Ele é a nossa força. Só com Ele vencemos o reino das trevas. 

Aprendemos que, por um momento, até podemos entrar na caverna, mas a caverna não é nosso lugar. A maneira como Deus tratou Elias na caverna é admirável. Ele agiu como psicólogo. Deus é o Psicólogo dos psicólogos, porque Ele nos sonda e nos conhece melhor do que nós mesmas. 

Veja o que Deus disse a Elias na caverna: “E ele lhe disse: Sai para fora, e põe-te neste monte perante a face do Senhor. E eis que passava o Senhor, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas diante da face do Senhor, porém o Senhor não estava no vento; e depois do vento um terremoto, também o Senhor não estava no terremoto; e depois do terremoto um fogo, porém também o Senhor não estava no fogo; e depois do fogo uma voz mansa e delicada. E sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora, e pôs-se à entrada da caverna. E eis que veio a ele uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias?” (1Re 19.11-13). 

O que Deus estava revelando a Elias através desses fenômenos da natureza? O que o Senhor nos ensina com a experiência de Elias? 

Ele nos faz entender que na vida enfrentamos ventos que sopram de maneira contrária, mas o Senhor não está nesse vento. Ele está conosco para nos ajudar a passar pelo forte vento, a fim de que não sejamos levadas para longe dele. 

Há momentos que passamos por conflitos e abalos, como os de um terremoto. São situações que desestruturam e transtornam a vida. O Senhor não está nesse terremoto. Ele está conosco, impedindo que as perturbações venham nos enfraquecer e nos tirar da sua presença. O Senhor jamais nos deixa. 

Na vida também vivenciamos situações que causam dor, sofrimento e fazem grandes estragos. Assim como o fogo. Mas o Senhor não está nesse fogo. Ele está conosco para o nosso bem-estar, para nos consolar, nos aquecer com o seu Espírito, nos restaurar. 

De repente Elias sentiu uma brisa suave. O Senhor estava nessa brisa, envolvendo o seu servo com a sua paz, libertando-o dos seus temores, sarando o seu interior. Logo em seguida saiu da caverna para dar prosseguimento à sua missão. O Senhor tinha prazer na vida de Elias, por isso estava sempre ao seu lado. 

É assim, também, que Deus age conosco, porque Ele nos ama. Jesus está a destra de Deus advogando a nossa causa diante do Pai, pois Ele compreende as nossas fraquezas e nos perdoa quando confessamos os nossos pecados. Um dia Jesus esteve entre nós como homem e Deus encarnado, por isso conhece a nossa estrutura, as nossas debilidades, as nossas virtudes. 

Jesus venceu tudo: o mundo, a carne e o diabo (Shedd, Russell. “O mundo, a carne e o diabo”) e Nele somos justificados pela fé (Gálatas 2:16) e podemos vencer também. O diabo vem para nos perturbar, desestruturar, afligir, mas Jesus veio para destruir as obras do diabo (1João 3:8) e nos dar vida em abundância (João 10:10). 

Como Deus esteve com Elias, estará sempre conosco. O Senhor jamais nos deixará prostrados e acovardados dentro de uma caverna, porque há muitas vidas precisando ouvir da mensagem do evangelho. Na caverna a luz não pode brilhar. Não se esconda na caverna da solidão, do desânimo, do pecado, da frustração, da amargura, dos vícios, etc. 

São tantas as cavernas onde as pessoas estão escondidas! Falemos para nós mesmas e para essas pessoas o que Deus disse para Elias: “Que fazes aqui, Elias? Que fazes aí jovem? A caverna não é seu lugar.” 

Rosangela Maria Nascimento
Bacharel em Teologia
https://t.me/acavernanaoeoseulugar

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A presença de Deus nos garante descanso

Texto bíblico: E disse Deus: irá a minha presença para te fazer descansar. Então, disse-lhe se tua presença não for conosco, não nos faça subir daqui. ( Ex. 33:14-15)

Em hebraico, minha presença significa literalmente minha face. Portanto, Moisés sabia que era fundamental a presença de Deus ir adiante daquele povo para que eles pudessem alcançar a terra prometida, uma vez que estes foram escravos no Egito por quatrocentos anos. Porém, todas às vezes que eles tinham de enfrentar algum obstáculo, queriam retornar de onde vieram, ainda que estivessem de  forma escravizada e sem esperanças para o seu futuro.
Quando enfrentamos dificuldades a nossa tendência é querermos retroceder ou fugir, no entanto se a presença de Deus estiver conosco, enfrentamos gigantes, saltamos obstáculos e fazemos proezas, pois a Presença de Deus é garantia de bênção e de suprimento abundante, tendo em vista que nela há abundância de alegria, para nos fazer acreditar que sua provisão e seu amor serão constantes em nossas vidas. (Sl. 16:11).
Moisés entendia que a presença de Deus era fundamental para o sucesso daquela jornada, ao ponto de não querer sair daquele lugar para não perder contato com a presença do Senhor. Se quisermos ser bem sucedidos precisamos buscar incessantemente a presença de Deus em nossas vidas para nos fazer triunfar em todas as áreas de nossa vida, pois o Senhor é a bússola que irá nos conduzir ao caminho da vitória.
Davi também foi um homem que entendeu que a presença de Deus em sua vida o fazia triunfar, e de forma tão intensa e profunda foi inspirado e compôs  o Salmo 51, entendendo que os seus ossos iam envelhecendo por não ter a presença de Deus em sua vida. Havia perdido toda a alegria e satisfação e o prazer de viver , pois havia saído do centro da vontade do Senhor, quando adulterou com Bate-seba e planejou a morte de seu marido Urias.  Com esse acontecimento o Espírito Santo havia se afastado de sua vida, e dessa forma ele se sentiu completamente sem rumo e o sentimento de insatisfação se apossou dele. Quando ele se humilhou e se arrependeu de seus pecados sua vida foi completamente restaurada. A Palavra de Deus diz: "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça" I Jo 1:9.
Portanto,  a presença de Deus é essencial para obtermos sucesso na nossa jornada para a cidade celestial, pois essa presença nos encoraja e nos dá segurança. Assim, vencemos as oposições que temos de enfrentar durante este percurso, uma vez que haverá situações que dependeremos completamente da presença do Senhor para sermos direcionados e impulsionados para alcançarmos o alvo que foi traçado pelo próprio Deus para cada de um de nós, nos renovando e nos fazendo compreender os seus propósitos em nossas vidas.
presença de Deus é primordial para que a nossa caminhada seja triunfante, e Moisés sabia que se a presença do Senhor não os estivesse direcionando eles não seriam vencedores , tendo em vista que até então eles não conheciam outro lugar  que não fosse o Egito e outra função que não fosse a de escravo. Outrora nós precisávamos de outros métodos para alcançarmos o sucesso em todas as áreas de nossas vidas, entretanto, hoje temos a presença de Deus  que nos garante o descanso e o sucesso em nossas empreitadas.

Certa vez Jesus falou: Venham a mim, todos os que estão cansados e sobre carregados, e eu lhes darei descanso (Mt. 11:28). Descanso produz confiança, certeza de que iremos alcançar os objetivos que são traçados por Deus, e ainda que na história de nossa existência ocorram fatos que não sejam conforme os nossos projetos, certamente irão nos aproximar do Senhor, uma vez que tudo concorre para o bem dos que amam a Deus (Rm. 8:28).
Ressaltamos, que nos dias atuais, vivemos num contexto de muitas incertezas, onde não sabemos quais serão os acontecimentos que sucederão em nossas vidas. Por isso, precisamos constantemente ter a presença de Deus, nos encorajando a avançarmos para o nosso descanso eterno que não será neste mundo. Contudo essa presença santa e consoladora nos fará ter a convicção que há algo mais excelente reservado para os que forem fieis até o fim: a vida eterna com Cristo Jesus.
Cumpre esclarecer que a presença de Deus é conquistada de maneira que precisamos  buscar como Moisés que reivindicou para que a sua  presença fosse com aquele povo para que os povos vissem que o Deus que os tirou do Egito também estava comprometido em os fazerem ter sucesso naquela nova etapa de suas vidas. A maneira que alcançamos e mantermos a presença de Deus  em nossa vidas vamos recebendo a  direção e ao guardarmos o temor do Senhor nos aproximamos cada vez mais de sua presença, e com isso encontramos descanso, ainda que tudo ao nosso redor esteja em guerra, nós teremos a paz que excede todo entendimento.
O mundo busca incessantemente essa paz, porém não encontra, porque essa paz não significa ausência de problemas, e sim é gerada de uma confiança que não se pode abalar firmada em nosso Deus. Moisés tinha consciência disso e não abriu mão de ter a presença do Senhor para guiá-los até a terra que manava leite e mel. Nós também estamos num deserto simbolizado pelo mundo e todas as ofertas que este nos oferece, e não podemos renunciar a presença de Deus em nossas vidas, uma vez que esta presença gloriosa é que nos fará não desistir da viagem.
Não precisamos mais ficar ansiosos, pois a presença de Deus nos traz a certeza de que a nossa viagem será bem sucedida, pois Ele tem um rumo traçado para cada de nós que irá nos aperfeiçoar durante esse trajeto. Deus que nos dá descanso diante das aflições da vida, também irá nos aperfeiçoar, firmar e fortificar (I Pe. 5:10). Temos que desejar ardentemente seguir a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá a Deus (Hb. 12:14). Além disso reconhecer que somente através da graça de Deus herdamos a salvação (Ef. 2:8), que nos torna co-herdeiros em Cristo desta herança que  é incorruptível.
A nossa viagem já iniciou e precisamos nos esforçar, pois encontraremos oposições de faraó e seus soldados que tipifica satanás e seus  demônios , que usam todas as suas estratégias para nos impedir de chegarmos até o nosso destino. Também haverá momentos em que nos sentiremos desencorajados, cansados, perplexos e abatidos. Porém, não seremos destruídos, pois há uma promessa de chegaremos em segurança ao destino que o Senhor já tem preparado para nós. ( Jo. 14:1.2)
Portanto, podemos descansar, tendo em vista que essa viagem será segura, e todas as incertezas ou dificuldades que teremos de enfrentar o Nosso Protetor fará com que estas se tornem em pontes de acesso para que a nossa trajetória seja de sucesso e triunfo nesse percurso, porque a Bíblia nos afirma que somos mais do que vencedores em Cristo Jesus (Rm. 8:37).
Catia Regina Machado
Bacharel em Teologia e estudante de Direito
e-mail: catiaebenezer@gmail.com

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Cumprindo a missão que nos foi confiada

Texto bíblico: Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele em quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue? E como pregarão se não forem enviados? Como está escrito:"Como são belos os pés dos que anunciam boas novas!" (Rm. 10:13-15).
A palavra salvação vem do latim salvare, que significa salvar, e de salus, que significa saúde ou ajuda. A palavra hebraica traduzida para o português significa segurança, e quando usada para indicar salvação espiritual fala do livramento do pecado, da degradação moral, conferindo perdão, justificação, transformação moral, e por fim, a vida eterna. O indivíduo salvo é alguém que se tornou filho de Deus de modo a compartilhar tudo que em Cristo ele conquistou.
A pregação do evangelho tem como objetivo primordial fazer com que o homem retorne a sua comunhão com Deus para que este seja socorrido no tempo da angústia, da aflição e assim encontre segurança, pois como disse o salmista: Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Senhor que por mim tudo executa (Sl. 57:2). Isto gera uma fé miraculosa, pois não é explicada cientificamente, posto que é gerada pelo Espírito Santo, produzindo assim a  salvação para a vida eterna e livrando o homem da condenação do inferno.
Quando o indivíduo alcança a salvação através da ação sobrenatural do Espírito Santo ele passa a ser um semeador de boas novas. Através dessa semeadura ele alcança aqueles que estão vivendo uma vida de frustração, derrotas, de solidão e afastadas totalmente da comunhão com Deus, , uma vez que o homem foi criado para ter um relacionamento íntimo com o seu Criador.
Portanto, a vontade de Deus é que o ser humano seja preparado para o reino celestial, através de um relacionamento íntimo e profundo, e assim sendo, sua natureza humana pecaminosa será eliminada, demonstrando que a misericórdia do Senhor é extensiva a toda humanidade, posto que essa é a obra-prima e a coroa da criação de Deus. O propósito principal é que homem falho passe a ser justificado em cristo Jesus, podendo este louvar a sua majestade.
Sendo esse homem reconciliado com Deus, ele se torna um instrumento para salvação, não podendo negligenciar a sua chamada, sendo útil a causa do reino. É preciso ressaltar, que a missão que nos foi confiada de anunciar as boas novas do Evangelho é fundamental para a volta do Senhor Jesus. Portanto, devemos assumir o nosso papel para que o reino de Deus seja implantado na terra.
No caminho de Damasco, o apóstolo Paulo teve entendimento ao ter um encontro surpreendente com Jesus,  que a sua  missão não era perseguir os cristãos, e sim proclamar o que os cristãos anunciavam: que a salvação só podia vir através de Jesus. O Senhor teve que se apresentar ao próprio Paulo, convencendo-o de que embora sendo ele extremamente zeloso pela lei, não estava seguindo a vontade de Deus para sua vida. Por isso, Paulo compreendeu que não podia se omitir na função que Deus havia determinado para sua vida. Em sua época, ele fazia parte elite judaica, e provavelmente, seria um forte candidato a ser o substituto de seu mestre Gamaliel. No entanto, renunciou a esta posição e a esse status para servir a Cristo.
Jesus Cristo foi o maior exemplo de pregador e de serviço, pois deixou o seu trono na glória, se despiu de toda a sua honra, chegando ao ponto de declarar que não havia vindo para ser servido, e sim para servir e dar sua vida em resgate de muitos. Foi obediente até a morte de cruz, conforme nos expõe as Escrituras. (Fp. 2:5-8)
Como ouvirão se não há quem pregue? Também, Isaías entendeu e disse: Eis-me aqui envia-me a mim (Is 6:8). E nós estamos dispostos a responder ao chamado que nos foi confiado? Estamos dispostos a servir? Estamos dispostos a renunciar a nossa vontade para que a vontade de Deus se cumpra em nós?
Todos os profetas e inclusive Jesus marcaram a sua época através da obediência, colocando suas vidas ao serviço do Reino. Deus quer encontrar pessoas que estejam disponíveis para realizar a sua vontade, e se colocarem na brecha para que a humanidade venha chegar ao pleno entendimento de que haverá um juízo sobre aquele que não aceitar ao chamado da salvação.
Deus está à procura de profetas que marcarão a sua geração através da proclamação das boas novas de salvação, pois como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam dos que anunciam coisas boas (Rm. 10:15). Estamos vivendo um tempo que não podemos nos calar, pois vemos que os sinais da vinda do Mestre estão se cumprindo. Portanto, não sejamos negligentes quanto ao nosso chamado e priorizemos a vontade de Deus, pois é certo que haverá um prêmio para os diligentes com seu chamado.  Reconhecemos que há momentos, que é difícil renunciar a nossa vontade, porém contemplar o agir de Deus e ver almas se rendendo ao Senhor Jesus é uma alegria inigualável. 

Cátia Regina Machado
Bacharel em Teologia e estudante de Direito
e-mail: catiaebenezer@gmail.com


domingo, 11 de novembro de 2012

A humilhação revoga sentenças

   
Havia um descendente de Calebe, cujo nome era Nabal. Seu nome significava tolo e morava na cidade de Maom, no distrito de Carmelo, localizado a oeste do Mar Morto. Nabal era considerado extremamente rico para aquela época, pois possuía três mil ovelhas e mil cabras. 

Segundo os estudiosos, no período da tosquia, que se dava entre os meses de junho-julho eram escolhidos lugares especiais para essa atividade, porque era feita em comunidade. Era uma época de comemoração em que se faziam festas por todos os benefícios concedidos pelo Senhor naquela atividade. 

Davi soube desse acontecimento e mandou com que dez de seus soldados fossem até Nabal. Ele pediu a seus soldados para lembrá-lo que quando os seus servos estiveram no deserto com Davi, seus soldados não lhe fizerem dano, além de ter dado a eles proteção dos ladrões, guardando assim os rebanhos de Nabal. Isso porque, os filisteus e os árabes eram povos acostumados a tomarem os rebanhos de seus pastores e Davi havia protegido os pastores e os rebanhos de Nabal. Davi tinha expectativa de que aquele homem lhe tornaria aquela benevolência com uma atitude de bondade já que era costume dos povos cobrarem uma espécie de salário pela proteção 

Quando os servos de Davi lhe informaram acerca de seu pedido aquele homem e que ele recebeu aquela mensagem com desdém, ele ficou indignado com a atitude de Nabal, sentenciando toda a sua casa à morte. Conosco não é diferente, pois fazemos muitas vezes fazemos o bem, doamos de nós mesmos pelos outros e quando pensamos que receberemos o bem que fizemos, nós vem uma palavra fria e de descaso nos frustrando e até mesmo nos trazendo desânimo ou revolta como foi o caso de Davi. 

Entretanto, Nabal tinha uma mulher cujo nome era Abigail, que significa “pai da alegria” ou “exultação”. Era conhecida com uma bela mulher e conforme o costume daquela época, provavelmente foi obrigada por seus pais a se casar ou até mesmo vendida aquele homem que era avarento e mal agradecido, pois não soube reconhecer a bondade de Davi para com ele e seus servos. 

Um dos servos de Nabal que estava presente quando ocorreu o incidente, prontamente correu e relatou a Abigail todo o acontecido, explicando a forma insultuosa que aquele homem havia tratado os servos de Davi, o que provocaria um massacre a toda aquela família, inclusive os servos, pois também sofreriam dano pela afronta cometida contra Davi e seus soldados. 

Quando aquela mulher soube daquele acontecimento prontamente se disponibilizou a fazer aquilo que era tarefa de seu marido, e que por sua avareza e dureza de coração, não teve uma atitude de reconhecimento da bondade de Davi, o que incorreu em uma sentença desfavorável a toda sua casa. 

Abigail que era uma mulher sábia e que edificava o seu lar (Pv 14.1) tomou depressa provisões para Davi e seu exército. Davi possuía cerca de uns seiscentos homens, que já haviam sido ordenados por ele a se equiparem de maneira adequada para destruir a casa de Nabal. Entretanto, uma atitude de humilhação de Abigail revogou toda aquela sentença determinada por Davi. Além de levar provisões como um presente para Davi, ela chega e desce de seu jumento, lançando-se aos pés de Davi e tomando aquela atitude errônea de seu marido como se fosse sua aplacou a ira de Davi, pois “a resposta branda desvia o furor” e “revoga sentenças”. 

Davi louva a Deus pela vida de Abigail e por sua atitude corajosa que o impediu de derramar sangue, inclusive de inocentes, fazendo com que ele refletisse e tomasse outra atitude, aceitando os presentes que ela havia levado, abandonando qualquer desejo de vingança que havia nutrido. 

Através de sua atitude de humilhação Abigail conseguiu salvar toda a sua casa, comovendo o coração de Davi e o alertando que havia ali também pessoas inocentes que poderiam pagar pelo erro de seu marido que era tolo e insensato. Após dez dias a sentença Divina chega a Nabal contra a sua avareza para com Davi e Nabal morre, pois o próprio Deus julga a causa e o sentencia à morte, desfazendo outra situação contra a vida daquela mulher que seria viver com aquele homem tolo e de atitudes impensadas, e que quase provocou à morte de toda a sua casa por nada, pois não lhe faria falta, ele atender ao pedido de Davi pro suprimentos para seu exército. 

Deus que é um Justo Juiz julgou a causa de Abigail. Davi que não era tolo pode perceber nas atitudes dessa mulher uma pessoa bonita e especial, e a tomou por sua esposa. Ela através de sua humildade tornou-se esposa do rei de Israel, pois a palavra de Deus diz que os humilhados serão exaltados (Lc 18.14). Aquela mulher não imaginava que sua atitude de humildade mudaria a sua vida de forma extraordinária. 

Deus é um pai bondoso e amoroso. A sua palavra diz: “Não vos deixe enganar, Deus não se deixa escarnecer tudo que o homem plantar isso também ceifará (Gl 6.7)”, Ele recompensou Abigail fazendo justiça e direito nesse episódio. 

Conosco não é diferente, ele faz-nos justiça, porém devemos sempre está em humilhação diante de Deus reconhecendo a sua soberania, poderio e bondade de nos ter concedido Jesus Cristo para pagar o preço do nosso pecado. “O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele e por suas chagas fomos sarados”. Jesus é a maior prova do amor de Deus para com a humanidade, restituindo assim a comunhão do homem consigo, e desfazendo o abismo que havia entre o ser humano e Deus por conta do pecado que nos faz inimigos de Deus. 

O servo de Nabal tipifica o Espírito Santo que intercede por nós com gemidos inexprimíveis, para que mesmo diante de nossas atitudes errôneas o Senhor nos dê uma nova oportunidade de mudarmos de comportamento, revogando assim, algumas sentenças que o diabo, o nosso adversário quer nos imputar. 

Abigail tipifica Jesus Cristo que levou sobre si os nossos pecados e tomou as nossas culpas, desfazendo o abismo de separação entre o homem e Deus, e nos tornando co-herdeiros de uma herança incorruptível. 

Davi tipifica Deus que está sempre observando as nossas atitudes e que sempre se agrada de um servo humilde e de quando nos prostamos diante Dele, reconhecendo o seu poder, a sua soberania e a sua bondade para com o ser humano. 

Hoje Deus quer revogar as sentenças de sua vida. Por isso, proste-se, humilhe-se diante Dele e reconheça a sua total dependência do Senhor. Saiba, que você não pode nada se Ele não estiver com você. 

Nunca se esqueça, quando nos humilhamos Deus revoga sentenças e transforma situações que achamos totalmente perdidas em grandes vitórias como fez com Abigail.

 Catia Regina Machado 
 Bacharel em Teologia e estudante de Direito
 e-mail: catiaebenezer@gmail.com