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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Invocar

Texto bíblico: E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Atos 2: 21.

Segundo o Dicionário Aulete Digital invocar quer dizer: Chamar (divindade, santo etc.) em sua proteção ou auxílio. Pedir ajuda, assistência, auxílio. Evocar ou citar em seu favor.

Esse texto bíblico descreve a mais importante promessa concedida por Deus a toda humanidade: Todos aqueles que pedirem o seu auxílio e invocarem o seu nome serão salvos, pois Deus não rejeita ninguém com o coração contrito e aflito, pois Ele deseja que todos sejam salvos das garras de Satanás.

Através de Jesus encontramos a remissão (perdão) de nossos pecados. Um coração arrependido encontra a misericórdia do Senhor e seu favor imerecido. A Palavra de Deus diz em Provérbios 28:13: O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.

Portanto, confessemos sempre a Deus os nossos pecados para alcançar a sua misericórdia e o seu perdão.

No amor de Cristo,

Rosangela Nascimento
Bacharel em Teologia
https://t.me/acavernanaoeoseulugar


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A Parábola das Batatas

O professor pediu para que os alunos levassem batatas e uma bolsa de plástico para a aula. Ele pediu para que separassem uma batata para cada pessoa de quem sentiam mágoas, escrevessem os seus nomes nas batatas e as colocassem dentro da bolsa. Algumas das bolsas ficaram muito pesadas. A tarefa consistia em, durante uma semana, levar a todos os lados a bolsa com batatas. Naturalmente a condição das batatas foi se deteriorando com o tempo. O incômodo de carregar a bolsa, a cada momento, mostrava-lhes o tamanho do peso espiritual diário que a mágoa ocasiona, bem como o fato de que, ao colocar a atenção na bolsa, para não esquecê-la em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles.

Esta é uma grande metáfora do preço que se paga, todos os dias, para manter a dor, a bronca e a negatividade. Quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o stress e roubando nossa alegria. Perdoar e deixar estes sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e a calma.

"Jogue fora suas "batatas".

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O grande perdão de Deus

Texto bíblico: Salmo 51

Certo dia, conversando com meu pai a respeito do Salmo 51, ele conseguiu resumir em uma frase a essência do grito da alma de Davi, o seu pecado e o perdão divino. Ele disse: “Filha, não existe um grande pecado, existe um grande perdão de Deus em nossas vidas”. Essa frase me impactou tanto que jamais a esqueci. 

Meu pai era um homem fervoroso e trabalhava intensamente na obra de Deus, mas decepcionou-se e se afastou da presença de Deus por quase toda a sua vida. Hoje ele está com 83 anos de idade e foi no último dia de 2009 que ele se reconciliou com Deus. Ele conheceu o grande perdão de Deus numa vida marcada por transgressões. Quando vejo a restauração de alguém assim, penso que o verdadeiro milagre de Deus é transformar um coração de pedra em um coração quebrantado e submisso a sua vontade. 

Esse salmo de Davi nos faz mergulhar na alma de um homem que compreendeu o grande perdão de Deus, numa época em que o pecado de adultério e assassinato era marcado por uma condenação de morte por apedrejamento diante da lei mosaica. Davi recorreu àquele que é o autor e mentor da lei: o próprio Deus. Ele não morreu, pois foi alcançado pelo perdão divino, como um prenúncio do que Cristo representaria em nossas vidas diante da lei. 

A lei mata, instaura as regras que devem e têm que ser seguidas. Mas quando são transgredidas, como no exemplo de Davi, não há perdão, segundo a lei da antiga aliança. Todavia, na nova aliança instaurada no Novo Testamento, através de Jesus, encontramos a absolvição e somos vivificados. 

O pecado satisfaz a nossa carne, um desejo que é real, “mas de forma errada e nos leva à morte espiritual”. O pecado depois de consumando provoca dores na alma, no corpo e no espírito, pois tira a nossa paz e nos afasta da comunhão com Deus. Provoca uma tristeza profunda dentro de nós, porque entristecemos o Espírito Santo. Ele tem sentimentos e se entristece quando pecamos. Por isso sentimos dores. E essas dores servem pra nos dizer que fizemos alguma coisa errada e que precisamos restaurar a nossa comunhão com Deus. 

Comunhão, segundo o dicionário Aurélio, é “partilhar os mesmos sentimentos, ideias e valores”. E nossos sentimentos, valores e ideias estão vinculados a Deus. Por isso o pecado corrompe esse relacionamento com o Senhor. Mas graças a Deus por Jesus Cristo, como nosso advogado, que nos defende diante do Pai e nos perdoa de todas as transgressões. 

Quão maravilhoso é o Espírito Santo, que intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Aquilo que não conseguimos falar, por causa da dor, Ele fala por nós. O perdão de Deus é um mistério. Ele nos absolve e nos devolve a paz. Por isso, Davi escreveu no versículo 11: “Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo”. Ele sabia que não há relacionamento com Deus sem o Espírito Santo. Aquele que extingue o Espírito Santo de sua vida perde o verdadeiro sentido da vida. É Ele que frutifica em nós as qualidades de Cristo: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. É o Espírito Santo quem nos torna diferentes e que nos identifica como Filhos de Deus, reconciliados com o Pai através de Jesus Cristo. 

Não importa o pecado cometido. Há perdão para quem se arrepende. Não importa quantas vezes você tenha cometido um delito, Ele perdoa. Se é algo que você não consegue largar, Ele vai ajudá-la a se libertar. O que Deus quer é que você não desista. Tenha bom ânimo, esforça-te, o Senhor está contigo. Certas pessoas são libertas de seus vícios no momento em que aceitam a Jesus como seu Salvador, mas outras passam por um processo maior de purificação. 

Às vezes, penso que quanto mais rígidos somos conosco e com os outros, mais demorado se torna o processo, para que não venhamos a julgar o próximo pelas suas falhas, e sim ajudá-los a crescer em Cristo e vencer as suas fraquezas. 

O diabo, nosso adversário, sopra em nossos ouvidos que não vamos vencer, que não haverá transformação de vida, que a derrota é certa. Mas o Senhor afirma que há uma Palavra de vitória sobre as nossas vidas. A Palavra de Deus diz que como Jesus venceu nós venceremos. “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Romanos 8.37). 

Haverá um momento em que o desejo que desagrada a Deus será mortificado totalmente pelo amor e desejo de obedecer ao Senhor e agradá-lo em tudo. 

Vivemos pela graça de Deus. Respiramos por causa da graça de Deus. Não somos consumidos por causa da misericórdia de Deus. Estamos de pé porque Ele nos levantou. Continuamos de pé porque Ele é quem nos sustenta. Estamos vivos porque Ele é quem nos dá o fôlego de vida. Amamo-nos uns aos outros porque o seu Espírito frutifica esse amor em nós. Amamos ao Senhor, porque ele nos amou primeiro. 

Não se afunde num mar de remorsos, antes mergulhe nos rios de água viva do perdão do Senhor. “Portanto, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta” (Hebreus 12.1). Levante-se e cumpra a missão para a qual Deus te comissionou. E nunca esqueça: “Filha do Deus vivo, não existe um grande pecado, existe um grande perdão de Deus em nossas vidas”. 


Rosangela Maria Nascimento
Bacharel em Teologia

domingo, 15 de janeiro de 2012

Testemunho: uma história de perdão


Certo dia, meu pai chegou embriagado em casa e o que vi não foi nada agradável. Meu pai e uma das minhas irmãs discutiram. Então, ele pegou um cinto e bateu bastante nela. Ao presenciar a cena, acendeu uma ira incontrolável no meu coração e entrei na briga. Talvez fosse mais uma entre tantas, se no meio daquele ardor não tivesse mandado meu pai para o inferno. Gritei bem alto para ele: “Quero, que o senhor vá para o inferno”. Naquela época, eu tinha apenas sete anos e não tive noção do quanto isso iria alterar o meu relacionamento com meu pai. Toda noite antes de dormir eu lhe pedia a bênção. Como de costume, naquele dia não foi diferente. Porém, papai não respondeu. Nunca mais lhe pedi a bênção e, desde então, ele deixou de me abençoar. Creio, até hoje, que um pai e uma mãe devem sempre procurar abençoar seus filhos não só com palavras, e também, com atitudes. 

Os anos se passaram e conheci a Jesus Cristo mais profundamente e tive uma experiência real com o Senhor. De acordo com a Bíblia, devemos pedir perdão a quem ferimos. Pedi a meu pai perdão, não uma, mas várias vezes. Entretanto, a cada problema ou pequena discussão que havia entre nós, ele sempre se lembrava do dia que eu o mandei ir para o inferno. Doía na minha alma o fato de ele ainda não ter me perdoado. Foi um processo longo e doloroso que passei, mas Deus me deu vitória. 

Um dia convidei meu pai para ir a uma igreja comigo. Naquela época, congregava na Assembléia de Deus – Ministério Deus é Fiel, em Nova Iguaçu. O Pr. Jesonias, usado pelo Senhor, me concedeu uma oportunidade para falar da palavra de Deus. Então, o Espírito Santo ministrou ao meu coração que eu deveria pedir perdão a meu pai naquela oportunidade. Contei a história à igreja e depois me dirigi a meu pai e disse diante de todos. “Pai, eu te amo, eu quero que o senhor vá para o céu um dia e quero me encontrar com o senhor lá”. Disse umas três vezes: “Pai eu quero que o senhor vá para o céu comigo!” Quando desci, dei um forte abraço nele e disse mais uma vez que o amava. Naquela noite, meu pai voltou a me abençoar. Foi um dos dias mais felizes de minha vida. Em 1972, quando brigamos, eu estava com sete anos de idade, e quando houve o perdão genuíno, em 2004, eu já tinha 38 anos de idade. Passaram-se 31 anos para que o meu pai me perdoasse. 

Em 31 de dezembro de 2010, conversei com meu pai sobre o amor de Jesus e o seu perdão e ele se reconciliou com o Senhor, pois estava afastado de caminho do Senhor. Naquela tarde tão especial, oramos para que o Senhor acendesse o nome dele no Livro da Vida, do qual creio eu jamais saiu. 

Numa de nossas tantas conversas ele me falou uma frase, que para mim é pérola divina. Ele disse: “Filha, não existe um grande pecado, existe um grande perdão de Deus em nossas vidas”. Prometi-lhe, que um dia escreveria um artigo sobre isso para que não se perdesse, pois foi uma revelação divina. E esse artigo foi publicado pela Revista Desafio Missionário da União Feminina Missionária Batista do Brasil. 

Antes de terminar, quero escrever para você que está lendo esse artigo e conhecendo um pouco da minha história: Quero dizer que Deus me deu a oportunidade de me reconciliar com meu pai, enquanto ele estava vivo. Deus sabe o que cada um de nós é capaz de suportar. Mas, creia numa coisa, mesmo que você tenha ferido alguém ou tenha sido ferido e não teve a chance que eu tive, saiba que o nosso Deus através de Jesus Cristo nos perdoa de todos os pecados. Em I João 1:9 diz: Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. E em I João 3:20 diz: ...que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas. Há um perdão divino que alcança todas as situações não resolvidas e nos purifica, nos limpa e nos traz vida e vida em abundância. A graça de Deus, ou seja, seu favor imerecido nos alcança de uma forma que transforma todo e qualquer sentimento mal resolvido ou sem solução aos olhos humanos. Perdoar é “deixar ir”... Deixe ir todo e qualquer sentimento de amargura e deixe o perdão de Deus inundar o seu coração e você poderá ver a transformação que Ele irá fazer em sua vida. Jesus Cristo nos perdoa de todos os pecados. TODOS. Jesus é o nosso mediador e através Dele temos o nosso passaporte para o céu e nos tornamos filhos de Deus, co-herdeiros em Cristo Jesus. Que essa mensagem nascida de uma conversa entre um pai e uma filha que alcançaram o perdão de Deus venha alcançar a sua vida também. Nas próximas páginas descrevo na íntegra o artigo conforme foi publicado na Revista Desafio Missionário na época. 

Antes de falecer, em 25 de junho de 2011, meu pai foi recebido como membro da Igreja Assembléia de Deus do Carmary. Hoje, ele está na Assembléia dos santos, remidos e lavados pelo sangue precioso de Jesus para honra e glória de Deus Pai. 

Que Deus vos abençoe. No amor de Cristo, 

Rosangela Maria Nascimento
Bacharel em Teologia