domingo, 18 de agosto de 2013

Sentinela

Texto bíblico: O anjo do Senhor é sentinela ao redor daqueles que o temem, e os livra. Provem e vejam como o Senhor é bom. Como é feliz o homem que nele se refugia! Sl. 34:7-8

Segundo o Dicionário Aulete Digital sentinela significa:  Soldado armado que se coloca próximo de um posto para guardá-lo, para descobrir o inimigo, para prevenir surpresas e para executar tudo o que lhe foi determinado por seus superiores hierárquicos.  Indivíduo isolado que está de vigia: Uma sentinela deve estar sempre alerta. O que guarda, o que preserva. O que vigia, o que espia, o que vela sobre alguma coisa. 

No texto bíblico o anjo do Senhor é esse sentinela, que se coloca não com armas humanas, porém com armas espirituais para nos guardar, para nos livrar do inimigo e de suas astutas ciladas. 

A Palavra de Deus diz: Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;1 Pedro 5:8. O diabo busca uma brecha, porém temos a certeza que o anjo do Senhor está ao nosso redor, nos protegendo de todo mal e nos dando a segurança necessária para chegar ao nosso destino: a Jerusalém celestial.

Nunca esqueçamos:

O anjo do Senhor: Está ao nosso redor - Ele é nosso muro de fogo.
Diabo: ao nosso derredor - Brama como leão, buscando a quem possa tragar.

Finalizando, guardemos essa mensagem em nosso coração: Se Deus é por nós, quem será contra nós? Rm. 8:31. Creiamos, que o nosso Senhor constantemente vela por nós.

No amor de Cristo,

Rosangela Maria Nascimento
Bacharel em Teologia
https://t.me/acavernanaoeoseulugar


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O telefonema

Soa o telefone, geralmente no mesmo horário, alguém da casa atende e passa o aparelho para mim. Quando soa, já penso: é ela. Minha querida mana que faz a sua voz chegar de tão longe para ouvi-la como se estivesse tão perto.

Com seu sotaque meigo e fraternal, entabula uma conversa corriqueira, que logo passamos a discorrer por longos e longos minutos. Só sabemos que iniciamos uma conversa, mas não precisamos quando terminará. 

O diálogo entre pessoas que se entendem empaticamente flui de maneira suave, quase como uma sinfonia que agrada aos ouvidos. Nem sentimos o tempo passar tão envolvidos que ficamos. 


Existe uma interação muito forte entre nossos pensamentos. Algo de cúmplice tece os seus fios na formação de um mesmo tecido. Isso porque falamos normalmente dos assuntos que nos são afins. Afinal, seus problemas são também meus. Suas alegrias, também.

Realmente, existem pessoas com as quais sentimos necessidade de estar sempre juntas, de ouvir sua voz e olhar nos seus olhos, como se assim se completassem e se pertencessem por força do destino. 

Por esta razão, talvez seja explicável o telefonema quase sempre no mesmo horário, como algo que fosse de extremo imperativo em acontecer.

Quando resolvemos nos despedir pelo avançado da hora, sempre existe um tempinho a mais de bate-papo. Algo que deixou de ser conversado surge de repente e lá se vai mais tempo de conversa. Imagino, assim penso, que sorrimos intimamente por esses incidentes corriqueiros e esperados. 

Hoje, data do seu aniversário. Eis o meu presente: um telefonema e o envio deste texto quase no mesmo horário, como de hábito.


Washington Luiz do Nascimento
Estudante de Jornalismo
e-mail: washingtonluiznascimento@hotmail.com

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O homem da bengala branca

Quando caminhava pela Praça da Independência, após deixar minhas filhas no colégio, percebi um homem que vinha, bem devagarinho, em minha direção com o corpo ereto e um olhar distante. Tateava com sua bengala o chão de um lado para o outro, como se estivesse esquadrinhando a calçada a cada passo, cuidadosamente, dado.

Em princípio, não dei importância àqueles detalhes, supondo que o transeunte sabia para onde estava indo. Quando completei a volta no calçadão da praça, cruzei novamente com o homem da bengala branca. Não contive a curiosidade e, desculpando-me, perguntei-lhe se estava perdido. Ele respondeu que não. Apenas havia saltado na parada do ônibus errada, pois de costume, saltava no ponto perto da funerária São João Batista, próximo ao local de seu trabalho.

Num gesto de solidariedade, resolvi ajudá-lo no percurso até o seu destino. Segurei-lhe o braço esquerdo, pois o direito carregava o seu instrumento de orientação. Fomos os dois lado a lado e bem devagar. 

Durante o trajeto, conversamos sobre a violência e o trânsito caótico que tomaram conta da outrora pacata (e provinciana) cidade de João Pessoa. Ele conversava com ar desenvolto e com um sorriso amável e tranquilo, demonstrando ser uma pessoa culta pela forma como expunha seus argumentos em relação aos assuntos que discutíamos.

Quando chegamos próximo ao local de seu trabalho, o dono de um quiosque fez-lhe um cumprimento com gesto de quem o conhecia há muito, chamando-o de doutor. O doutor retribuiu o cumprimento educada e faceiramente, ostentando um largo sorriso de felicidade.

Finalmente deixei-o na escadaria do Hospital Municipal Santa Isabel. O homem da bengala branca apertou-me a mão num gesto de agradecimento e só então me disse que trabalhava como psicólogo no hospital.

Washington Luiz do Nascimento
Estudante de Jornalismo
e-mail: washingtonluiznascimento@hotmail.com