domingo, 11 de novembro de 2012

A humilhação revoga sentenças

   
Havia um descendente de Calebe, cujo nome era Nabal. Seu nome significava tolo e morava na cidade de Maom, no distrito de Carmelo, localizado a oeste do Mar Morto. Nabal era considerado extremamente rico para aquela época, pois possuía três mil ovelhas e mil cabras. 

Segundo os estudiosos, no período da tosquia, que se dava entre os meses de junho-julho eram escolhidos lugares especiais para essa atividade, porque era feita em comunidade. Era uma época de comemoração em que se faziam festas por todos os benefícios concedidos pelo Senhor naquela atividade. 

Davi soube desse acontecimento e mandou com que dez de seus soldados fossem até Nabal. Ele pediu a seus soldados para lembrá-lo que quando os seus servos estiveram no deserto com Davi, seus soldados não lhe fizerem dano, além de ter dado a eles proteção dos ladrões, guardando assim os rebanhos de Nabal. Isso porque, os filisteus e os árabes eram povos acostumados a tomarem os rebanhos de seus pastores e Davi havia protegido os pastores e os rebanhos de Nabal. Davi tinha expectativa de que aquele homem lhe tornaria aquela benevolência com uma atitude de bondade já que era costume dos povos cobrarem uma espécie de salário pela proteção 

Quando os servos de Davi lhe informaram acerca de seu pedido aquele homem e que ele recebeu aquela mensagem com desdém, ele ficou indignado com a atitude de Nabal, sentenciando toda a sua casa à morte. Conosco não é diferente, pois fazemos muitas vezes fazemos o bem, doamos de nós mesmos pelos outros e quando pensamos que receberemos o bem que fizemos, nós vem uma palavra fria e de descaso nos frustrando e até mesmo nos trazendo desânimo ou revolta como foi o caso de Davi. 

Entretanto, Nabal tinha uma mulher cujo nome era Abigail, que significa “pai da alegria” ou “exultação”. Era conhecida com uma bela mulher e conforme o costume daquela época, provavelmente foi obrigada por seus pais a se casar ou até mesmo vendida aquele homem que era avarento e mal agradecido, pois não soube reconhecer a bondade de Davi para com ele e seus servos. 

Um dos servos de Nabal que estava presente quando ocorreu o incidente, prontamente correu e relatou a Abigail todo o acontecido, explicando a forma insultuosa que aquele homem havia tratado os servos de Davi, o que provocaria um massacre a toda aquela família, inclusive os servos, pois também sofreriam dano pela afronta cometida contra Davi e seus soldados. 

Quando aquela mulher soube daquele acontecimento prontamente se disponibilizou a fazer aquilo que era tarefa de seu marido, e que por sua avareza e dureza de coração, não teve uma atitude de reconhecimento da bondade de Davi, o que incorreu em uma sentença desfavorável a toda sua casa. 

Abigail que era uma mulher sábia e que edificava o seu lar (Pv 14.1) tomou depressa provisões para Davi e seu exército. Davi possuía cerca de uns seiscentos homens, que já haviam sido ordenados por ele a se equiparem de maneira adequada para destruir a casa de Nabal. Entretanto, uma atitude de humilhação de Abigail revogou toda aquela sentença determinada por Davi. Além de levar provisões como um presente para Davi, ela chega e desce de seu jumento, lançando-se aos pés de Davi e tomando aquela atitude errônea de seu marido como se fosse sua aplacou a ira de Davi, pois “a resposta branda desvia o furor” e “revoga sentenças”. 

Davi louva a Deus pela vida de Abigail e por sua atitude corajosa que o impediu de derramar sangue, inclusive de inocentes, fazendo com que ele refletisse e tomasse outra atitude, aceitando os presentes que ela havia levado, abandonando qualquer desejo de vingança que havia nutrido. 

Através de sua atitude de humilhação Abigail conseguiu salvar toda a sua casa, comovendo o coração de Davi e o alertando que havia ali também pessoas inocentes que poderiam pagar pelo erro de seu marido que era tolo e insensato. Após dez dias a sentença Divina chega a Nabal contra a sua avareza para com Davi e Nabal morre, pois o próprio Deus julga a causa e o sentencia à morte, desfazendo outra situação contra a vida daquela mulher que seria viver com aquele homem tolo e de atitudes impensadas, e que quase provocou à morte de toda a sua casa por nada, pois não lhe faria falta, ele atender ao pedido de Davi pro suprimentos para seu exército. 

Deus que é um Justo Juiz julgou a causa de Abigail. Davi que não era tolo pode perceber nas atitudes dessa mulher uma pessoa bonita e especial, e a tomou por sua esposa. Ela através de sua humildade tornou-se esposa do rei de Israel, pois a palavra de Deus diz que os humilhados serão exaltados (Lc 18.14). Aquela mulher não imaginava que sua atitude de humildade mudaria a sua vida de forma extraordinária. 

Deus é um pai bondoso e amoroso. A sua palavra diz: “Não vos deixe enganar, Deus não se deixa escarnecer tudo que o homem plantar isso também ceifará (Gl 6.7)”, Ele recompensou Abigail fazendo justiça e direito nesse episódio. 

Conosco não é diferente, ele faz-nos justiça, porém devemos sempre está em humilhação diante de Deus reconhecendo a sua soberania, poderio e bondade de nos ter concedido Jesus Cristo para pagar o preço do nosso pecado. “O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele e por suas chagas fomos sarados”. Jesus é a maior prova do amor de Deus para com a humanidade, restituindo assim a comunhão do homem consigo, e desfazendo o abismo que havia entre o ser humano e Deus por conta do pecado que nos faz inimigos de Deus. 

O servo de Nabal tipifica o Espírito Santo que intercede por nós com gemidos inexprimíveis, para que mesmo diante de nossas atitudes errôneas o Senhor nos dê uma nova oportunidade de mudarmos de comportamento, revogando assim, algumas sentenças que o diabo, o nosso adversário quer nos imputar. 

Abigail tipifica Jesus Cristo que levou sobre si os nossos pecados e tomou as nossas culpas, desfazendo o abismo de separação entre o homem e Deus, e nos tornando co-herdeiros de uma herança incorruptível. 

Davi tipifica Deus que está sempre observando as nossas atitudes e que sempre se agrada de um servo humilde e de quando nos prostamos diante Dele, reconhecendo o seu poder, a sua soberania e a sua bondade para com o ser humano. 

Hoje Deus quer revogar as sentenças de sua vida. Por isso, proste-se, humilhe-se diante Dele e reconheça a sua total dependência do Senhor. Saiba, que você não pode nada se Ele não estiver com você. 

Nunca se esqueça, quando nos humilhamos Deus revoga sentenças e transforma situações que achamos totalmente perdidas em grandes vitórias como fez com Abigail.

 Catia Regina Machado 
 Bacharel em Teologia e estudante de Direito
 e-mail: catiaebenezer@gmail.com

domingo, 22 de julho de 2012

Um toque de fé: sim, eu posso!

Texto bíblico: "E certa mulher que, havia doze anos, tinha um fluxo de sangue..." (Marcos 5 : 25) 

Em nosso histórico de vida, os problemas que nos advém, geralmente Deus os utiliza para que conheçamos o seu poder e o seu amor por nós, que é insondável e imensurável. 

Muitas das vezes estamos como aquela mulher do fluxo do sangue relatado no texto bíblico, sofrendo e depositando a nossa confiança em métodos que não nos farão alcançar o milagre. Isso porque, quando nos deixarmos ser guiados pela razão somos impedidos de exercitar a nossa fé, e consequentemente não alcançarmos a vitória. A fé não é algo racional e não pode ser explicada cientificamente, pois é uma dádiva de Deus dada a nós, seus filhos, para colocarmos em prática e alcançarmos o sobrenatural. 

Lições que aprendemos com a mulher, que foi curada do fluxo de sangue: 

1ª – Não colocarmos as nossas expectativas em meios que podem falhar. Muitas vezes, os médicos podem diagnosticar doenças incuráveis, porém o nosso Deus é o Jeová-Rafá. 

2ª- Vencermos a multidão vai requerer de nós um esforço maior. Aquela mulher reuniu talvez suas últimas forças para tocar em Jesus. 

3ª- O tempo de sofrimento não pode ofuscar a vitória que Deus reservou para cada um de nós. (E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Rm. 8:18). 

4ª- Levar os nossos problemas diante do Senhor nos faz alcançar a vitória e o impossível. Naquela época ela havia gastado todo seu dinheiro com os médicos indo de mal a pior. 

5ª- Romper com dogmas humanos, posto que, a legislação levítica proibia que uma mulher tocasse em um homem. Também existia o agravante da hemorragia da qual ela já sofria há doze anos. Ela rompeu os dogmas humanos, e assim obteve a cura física e espiritual. 

6ª- Se queremos alcançar o milagre não podemos nos deixar levar pela rotina e ficarmos limitados ao mundo natural, porém visualizarmos o sobrenatural.

7ª – Acreditar incondicionalmente em Jesus, não limitando o Poder Divino. ( Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera. Ef. 3:20);  (Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera. Is 64.4). 

Enfim, o toque daquela mulher foi permeado e envolvido pela fé. Quando alcançamos esse nível de Fé, coisas extraordinárias e sobrenaturais acontecem em nossas vidas. Sempre devemos depositar a nossa fé incondicionalmente em Deus que é poderoso para nos fazer transpor os obstáculos e triunfar em todas as circunstâncias de nossa vida. 


Catia Regina Machado
Bacharel em Teologia e estudante de Direito
e-mail: catiaebenezer@gmail.com

terça-feira, 29 de maio de 2012

Ao encontro de Deus!

Texto bíblico: E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte.  Êxodo 19.17.   

O presente texto me leva a pensar sobre qual é realmente a faceta mais importante do trabalho pastoral? O trabalho pastoral, dentre outras atividades, é cuidar das ovelhas que o Senhor lhe permite.. 

Creio que somente conseguimos colimar o nosso objetivo maior quando pregando levamos os homens ao encontro de Deus, e não encontro de nós mesmos ou de nossos projetos pessoais, nem tão pouco de nossa eloquência. 

Gosto de pensar a respeito de Elias quando a mulher deu um tremendo testemunho: E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus. II Reis 4. 9. 

Somente podemos levar o povo ao encontro com Deus se também nós mesmos já tivermos este encontro com Ele. Pastores falam de Deus mesmo quando passam em silêncio: suas vidas, suas palavras, suas atitudes, tudo neles falam de Deus. Se o oposto ocorre, é porque não são verdadeiros pastores... 

O pastor de igual modo deve refletir a presença divina como Moisés que precisava colocar um véu quando descia do monte. Quando o pastor ora deve levar o povo ao encontro de Deus em total submissão e devoção. 

O propósito central de todo o ministério pastoral deverá ser levar o homem ao encontro de Deus. Deus deve nortear todas as nossas ações eclesiásticas, não as formas, nem mesmo as normas. Quantas vezes de forma negligente e até propositalmente muitos pastores tem levado o povo santo para longe de Deus. Não podemos sob pena de sentirmos a mão de Deus, abdicarmos da santificação e da unção do Espírito no desempenho do ministério. 

A contemplação de Deus não é tão somente um ato cultual, mas de vida permanente na presença Dele! 

Pr. Marcos A. Nascimento 

domingo, 22 de abril de 2012

Aflições e a verdadeira vitória!

Texto bíblico: Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente.  II Timóteo 2: 3-5 


Neste texto o apóstolo Paulo convoca o jovem pastor Timóteo a participar dos sofrimentos próprios e inerentes ao verdadeiro ministério cristão. O soldado não busca o seu conforto, não exercita o seu querer, não discute o seu salário, nem determina, e nem declara coisa alguma, antes cumpre integralmente as ordens Daquele que o alistou. 

Temos como primeira premissa que a nossa autoridade espiritual reside na convocação feita a cada de nós pelo Senhor Jesus para exercer o ministério cristão, em virtude deste chamamento, devemos obedecer como “bom soldado” ao Senhor. Temos então um verdadeiro e aprovado ministério sob a vontade divina. 

Sendo devidamente convocado para este ministério santo, não posso me envolver em coisas, negócios ou com pessoas que vão me causar dificuldades para o exercício da atividade santa sob pena de me tornar inútil e até prejudicial à obra de Deus. 

O ministério verdadeiro, puro, genuíno, válido diante de Deus e dos homens, há de ser exercido dentro dos padrões divinos: santidade pessoal, submissão a Deus, fidelidade às Escrituras Sagradas, conduta exemplar na vida pessoal. 

Jamais, em tempo algum, posso tomar decisões próprias à revelia da vontade divina no exercício deste ministério santo, pois estaria tentando usurpar o mandamento divino, sou um soldado e não o comandante. 

Paulo tinha a coragem que falta a muitos de dizer: Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam. Filipenses 3:17.

Ora ao aceitar a convocação de Jesus e não ser-Lhe submisso em tudo, significa que meu ministério não é legítimo, não é aprovado por Aquele que me chamou, eis que me falta a segunda premissa: a submissão a Cristo. 

Ao exercermos um ministério quebrado, aleijado, sem submissão a Cristo, embora diante dos homens possamos alcançar algum lucro, louvor, fama, estaremos sem legitimidade diante de Deus, o Qual será o nosso único e poderoso Juiz naquele dia. 

Cuidemos, pois assim de cumprirmos integralmente o chamado divino para nosso próprio bem e por fim, a tão almejada vitória e coroa celestial. 


Pr. Marcos A. Nascimento
marcosantonion@oi.com.br

domingo, 8 de abril de 2012

Bendito é o teu nome, Senhor!

Bendito é o teu nome, Senhor!
Porque Tu morreste na cruz para nos dar vida.
Bendito é o teu nome, Senhor!
Porque nosso nome está escrito no Livro da Vida.
Bendito é o teu nome, Senhor!
Porque "Tu és o caminho, a verdade e a vida" e somente em Ti existe salvação.
Bendito é o teu nome, Senhor!
Porque Tu perdoaste os nossos pecados.
Bendito é o teu nome, Senhor!
Porque Tu pagaste todas as nossas dívidas e fomos livres do inferno.
Bendito é o teu nome, Senhor!
Porque Tu venceste a morte e ressuscitou, e agora está a destra de Deus-Pai, intercedendo por nós.
Bendito é o teu nome, Senhor!
Porque Tu enviaste o Espírito Santo para ser nosso guia, consolador, nossa memória para nunca esquecermos o que Tu fizeste por nós.
Bendito é o teu nome, Senhor!
Porque o Espírito Santo é nosso selo.
Bendito é o teu nome, Senhor!
Porque o Senhor está sempre conosco.
Bendito é o teu nome, Senhor!
Porque pertencemos a Ti.
Bendito é o teu nome, Senhor!
Porque independente do que o Senhor possa nos dar nessa terra, nós te amamos.
Bendito é o teu nome, Senhor!
"Porque todo joelho se dobrará, toda língua confessará que só Jesus Cristo é o Senhor para honra e glória de Deus-Pai".
Bendito é o teu nome, Senhor!
Porque o teu Nome é precioso e sobre todo nome.
Jesus, Jesus, Jesus...nome precioso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, Nosso Amado, Único Deus.
Bendito é o teu nome, Senhor!

Rosangela Maria Nascimento
Bacharel em Teologia
https://t.me/acavernanaoeoseulugar

segunda-feira, 26 de março de 2012

A simplicidade que perdemos

Texto bíblico: E Débora, mulher profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo. Ela assentava-se debaixo das palmeiras de Débora, entre Ramá e Betel, nas montanhas de Efraim; e os filhos de Israel subiam a ela a juízo. (Juízes 4. 4)


A simplicidade da vida da profetisa Débora me impressiona de maneira indelével, mormente neste tempo em que nós buscamos nos apresentar à sociedade de modo vitorioso, prósperos, acima das pessoas comuns, cheios de fátuo conhecimento das coisas divinas, mas sem o poder de Deus que se manifestava através da vida de santidade e submissão a Deus. 

Através da vida de Débora, as pessoas a procuravam para saber os caminhos de Deus e não saiam frustrados. Exercer o ministério debaixo de uma palmeira não é sonho de nenhum seminarista ou pastor que conheço. Os sonhos pessoais de todos nós superam essa simplicidade tão contundente para os nossos padrões de prosperidade e visão do mundo hodierno. 

Vivemos dias de intenso consumo das coisas materiais. Por outro lado, estamos cada vez mais carentes do suprimento e conforto espirituais que somente podemos encontrar em Jesus Cristo. Como é difícil dominar o desejo de nossos olhos: os bens materiais, os desejos carnais, a satisfação do eu. Enquanto não entregarmos toda a nossa vida a Deus em submissão total, jamais vamos ficar satisfeitos e felizes verdadeiramente. 

Não é sem razão que os ministérios que pregam a prosperidade material estão com seus templos cheios e seus “ministros” milionários à custa da boa-fé de seus fiéis. Todos querem ficar ricos, mais poucos querem viver uma vida de santidade e submissão a Deus. Quantos hoje fazem exigências para pregar o evangelho, cantar, assumir cargos denominacionais ou pastorados. Exigências que envergonhariam até os grandes astros e estrelas do mundo artístico e político. 

Trago à memória o pensamento de Paulo: “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (I Coríntios 9:16). Tenho a clara impressão de que perdemos a simplicidade que devia nortear a nossa relação com as pessoas e mais ainda, com as coisas divinas. 

A vida de Débora nos ensina a servir a Deus sem fazer exigências daqueles a quem Deus nos manda servir, e à própria igreja. Ah! Como perdemos a confiança que devia encher o coração dos verdadeiros sacerdotes: “Disse também o SENHOR a Arão: Na sua terra herança nenhuma terás, e no meio deles, nenhuma parte terás; eu sou a tua parte e a tua herança no meio dos filhos de Israel.” (Números 18:20).

Quando nos encontramos no centro da vontade divina, as coisas materiais perdem seu brilho e atração para nós. Quando nos concentramos tão somente em cumprir, e amar os mandamentos divinos, encontramos toda a satisfação e felicidade que tanto buscamos nas coisas materiais. Toda a nossa busca pelos prazeres passageiros deste mundo perde o seu fulgor estonteante quando servirmos a Deus de maneira simples, submissa, e com os olhos da fé voltados tão somente para Ele. 

Pr. Marcos A. Nascimento 
marcosantonion@oi.com.br

sexta-feira, 9 de março de 2012

Tempo de esperar

Texto bíblico: Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor. Salmos 40:1 

Esperar com paciência não tem sido uma atitude comum em nossos dias. Até porque a correria foi incorporada à vida hodierna de maneira deletéria. Parece que as vinte horas do dia não são o bastante para atendermos as nossas necessidades necessárias e que as julgamos imprescindíveis. 

Talvez alguém venha a dizer que Deus errou quando fez o dia com vinte e quatro horas tal a sua carga de trabalho e ocupações. É interessante o fato de que sendo Deus eterno fez o mundo em sete dias e descansou no sábado. É um caminho para todos nós: trabalho e descanso. 

Lembro que ainda no seminário, o sábio professor Laudelino de Psicologia ensinava que a vida deve girar em torno de quatro elementos: Deus, trabalho, amor e lazer. Dizia do alto de sua experiência e espiritualidade que a vida para ser equilibrada deveria observar aqueles elementos em iguais proporções sob pena de sofrermos as conseqüências. 

O mundo diz que devemos atender de imediato a satisfação de nossos desejos. Tudo hoje é muito rápido: a informação, os carros, as comidas, as operações estéticas, a fortuna, o prazer etc. E nesta pressa louca, comprometemos a própria vida aqui e muitos na eternidade. 

Não é surpresa que tomamos conhecimento de muitos líderes jovens que estão sofrendo doenças emocionais e físicas sérias em decorrência da falta de atenção aos princípios divinos e a falta de bom senso.

Por outro lado, fico sempre surpreso com o ensinamento divino a respeito da vida cristã: Deus nos exorta a esperar Nele com confiança. Aguardar o tempo adequado, propício, oportuno para a realização de nossas ações. 

Não podemos fazer as coisas no tempo que desejamos, antes devemos buscar a orientação divina para que a nossa atuação seja boa, produtiva, e cheia da graça divina. 

Quantos líderes erram gravemente quando idealizam projetos particulares e tentam realizá-los à revelia do tempo e da vontade divina. 

Esperar em Deus não deve ser visto como um sinal de acomodação ou de covardia, mas como uma estratégia espiritual segura, eis que por mais capazes que sejamos não temos o domínio de todos os fatos e de todas as coisas. 

Muitas vezes, os nossos projetos demoram a serem realizados, e outras vezes simplesmente nada acontece, porém se confiarmos em Deus, compreender que Ele está controle de todas as coisas e também de nossas vidas, veremos a frente que foi melhor para nós a nossa passageira frustração do que a implementação de projetos nocivos em nossa vida e na causa de Deus. 

Certamente que a espera não há de ser de momentos ociosos, mas intenso de trabalho de oração, e leitura da Palavra, e ocupação nas coisas divinas, e práticas da vida. Certamente que Deus ha de ouvir o nosso clamor no tempo oportuno para o nosso bem maior. 

Pr. Marcos A. Nascimento 
marcosantonion@bol.com.br

sábado, 3 de março de 2012

A Palavra!

Texto bíblico: Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo. (Provérbios 25:11)

A fala é uma das maiores expressões do ser humano. Falar é um grande privilégio para todos nós. O sábio Salomão sabia da importância da palavra dita no tempo certo com inteligência e bom senso. Devemos, pois ponderar o que falamos. O crente possui a mente de Cristo, logo suas palavras devem conter sabedoria e bondade. Não acredito que haja poder em nossas palavras a ponto de determinar o destino das pessoas, mas elas podem influir para o bem ou para o mal.

Ora, toda a nossa fala deve ser para abençoar as pessoas que nos ouvem: confortar, ajudar, exortar, encorajar, fortalecer. Não podemos falar quaisquer coisas, principalmente de coisas imorais, eis a exortação divina em Mateus 12:36 “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo.”

Na mesma diretriz, o apóstolo Paulo adverte: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes. 1 Coríntios 15:33 ”. À vista disto, devemos pois tomar imenso cuidado para não pecarmos contra Deus e nosso próximo com as palavras que proferimos sem sabedoria. Falemos com amor, carinho e sabedoria procurando sempre ajudar e edificar as pessoas que nos ouvem.

Aliás, é bom lembrar que as nossas palavras devem ser temperadas com um doce e sincero sorriso para alegrar aos que nos ouvem. Lembre-se, meu amado irmão em Cristo, da palavra registrada em Lucas 6:45 O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração.

Medite querido irmão no que você anda dizendo... Está falando de coisas espirituais ou carnais; de coisas morais ou imoralidade; de amor ou ódio? Cuidado com o que falamos, pois estaremos mostrando todo o nosso coração a quem nos ouve: o bem e o mal que há em nós!

Pr. Marcos A. Nascimento
marcosantonion@globo.com 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O Desafio Missionário na Itália - Pastor Waldemiro Tymchak 2007


Vale a pena ouvir esta mensagem do Pr. Waldemiro Tymchak - um visionário de missões de nosso tempo. Seu legado continuará dando frutos eternos de justiça para honra e glória de Deus.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Bendita fraqueza

Texto bíblico: Porque, ainda que foi crucificado por fraqueza, vive, contudo, pelo poder de Deus. Porque nós também somos fracos nele, mas viveremos com ele pelo poder de Deus em vós. II Coríntios 13:4 

A fraqueza humana com todas as suas conseqüências tem sido olhada com menosprezo até por muitos crentes fiéis que não observam a manifestação maravilhosa da graça de Deus através dela. A imperfeição, a fragilidade, a inconstância, a imprevisibilidade, a mortalidade são marcas de nossa frágil existência humana. 

Em que pese as nossas fraquezas externas já mencionadas, cada dia, creio mais que as nossas maiores dificuldades e porque não as nossas piores aflições se alojam dentro de nosso ser carnal, humano, e frágil como inimigos prontos a nos derrubar se não nos submetermos à direção do Espírito de Deus. 

Até mesmo o nosso Salvador se tornou um de nós suportando todas estas tremendas fraquezas externas e internas. Ele veio em fraqueza, sofreu as conseqüências de nossa humanidade. Ele sabe do que estamos falando... 

Na verdade, chegamos à conclusão que a nossa fraqueza humana se tornou o meio que Deus usa para nos salvar, purificar e usar de maneira eficaz e poderosa. Quantos querem um evangelho de força política, econômica e intelectual. Jesus não precisou disto para viver como um homem igual a nós. Preferiu a nossa fraqueza humana para demonstrar o seu grande amor a todos. 

Por isso, não devemos nos admirar quando Jesus se retirava para ficar sozinho e orar ao Pai Celestial , buscando assim forças em Deus para suportar a sua humanidade e conseqüências. O milagre maior, diário, e constante é que Deus age através de nossa fraqueza. Mesmo com todas as nossas piores dificuldades externas e internas, podemos confiar que Ele nos dará vitória sobre nós mesmos e sobre o mundo vil que nos cerca. 

Certamente que a nossa existência mortal será transformada em perfeita glória ao lado de Jesus Cristo, então alcançaremos a vitória e a nossa total felicidade como diz Paulo:  E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. I Coríntios 15. 54.

Somente...

Pr. Marcos Antônio do Nascimento
marcosantonion@globo.com 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A casa do Pai

Texto bíblico: E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. (Lucas 15. 20 ) 

Nunca posso me esquecer que Deus, o Todo Poderoso, o Santo, apresenta-se como um pai extremamente amoroso: “Pai Nosso que estás nos céus..” é a oração diária de todos nós em busca de socorro, compreensão e amor. Creio que Jesus iluminou as nossas mentes e corações para nos ensinar esta preciosa lição do amor que Deus sente por cada um de nós, relatando esta maravilhosa parábola. 

Quantos de nós estamos inconformados com a direção divina sobre as nossas vidas da mesma maneira que o filho pródigo. Rejeitamos o ensinamento divino e paterno para termos uma vida em sua presença. Como o filho pródigo, partimos de nossas casas paternas, de nossa própria igreja, e vamos viver bem longe daquelas pessoas que realmente nos amam e querem o nosso bem. 

Sempre levamos muitas desculpas para justificar o nosso comportamento: criticamos nossos pais, nossos pastores e líderes, muitas vezes alegando coisas até inexistentes. Quantas vezes tive os mesmos sentimentos e desculpas do filho pródigo: achava a que autoridade paterna era exagerada, que o ambiente familiar era monótono, sem alegria; que a igreja era sempre a mesma coisa, e que eu precisava de novas coisas e pessoas, novas aventuras. 

Até o dia que chegamos à dura conclusão que viver longe de nosso pai, de nossa igreja, é muito ruim para nós. E o sonho tão sonhado se torna um duro pesadelo que nos atormenta dia a dia... Mas o filho pródigo se arrepende, faz novos planos, e agora inclui o seu velho pai neles, crendo que pelo menos não ficará sem sustento digno na propriedade dele. 

Ah! Amados irmãos quantos planos, quanto planejamento, quanta atividade, mas será que Deus está incluído neles? São plano segundo à vontade divina? Mas o filho mais novo é surpreendido pelo grande amor do pai. Não chega a terminar o seu discurso, eis que o pai corre ao seu encontro, beija, abraça, e dá ordens: “22 Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés;23 E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos;24 Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se.” 

Quantos ainda andam longe da casa paterna, do amor, do conforto, da dignidade que reinam na presença de Deus. Quantos descontentes procurando no mundo o que só podem encontrar na casa paterna de Deus. Ainda tem filhos com medo de voltar para a casa do Pai, esquecem-se que no coração e na mente de Deus há um desejo imensurável de receber de braços abertos a todos que procuram abrigo e amor em Sua casa. 

Na casa do Pai encontraremos todas as respostas, a harmonia perfeita em nós e nos outros, e o amor grandioso de Deus. Mesmos as nossas melhores casas terrenas ainda são tendas passageiras e sem nenhum valor, comparadas à casa celestial onde iremos morar ao lado de Deus por toda a eternidade. Onde não haverá mais separação, nem lágrimas, nem dor, nem nenhuma outra coisa que possa nos trazer qualquer tristeza. Pois estaremos na casa e na presença amorosa de Nosso Pai Eterno! 

Pr. Marcos A. Nascimento
marcosantonion@globo.com

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Levante-se e receba o seu milagre

Texto bíblico: E Jesus, vendo este deitado, e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ficar são? João 5:6. 

Betesda significa “casa de misericórdia”. Era um local onde aconteciam muitos milagres. Essa fama se propagara de tal maneira, que ali havia multidões de pessoas fisicamente incapacitadas na expectativa de receberem um milagre de cura. 

Havia nesse lugar um homem, cuja enfermidade já durava 38 anos. Ele experimentava uma prolongada frustração, por não conseguir receber a cura que tanto almejava, pois chegavam pessoas depois dele e recebiam o seu milagre. Mesmo assim, ele continuava confiando que a qualquer momento ele alcançaria a dádiva de ser curado. 

Finalmente, chegou o momento em que o próprio Jesus se apresentou a ele e perguntou: “Queres ficar são?” (Jo 5:6). Por causa da longa duração do sofrimento desse homem, Jesus com sua grande compaixão e misericórdia decidiu ajudá-lo. Hoje não é diferente, o Senhor sempre se compadece de nós e atende ao nosso clamor. 

Nunca devemos perder a esperança de que a qualquer momento Deus aja a nosso favor e nos tire do estado de sofrimento, angústia, perda, frustração e até mesmo de vergonha e humilhação, nos colocando no lugar de dupla honra. Portanto, não devemos nos deixar levar pelas circunstâncias que nos cercam, pois elas são leves e momentâneas e produzem para nós um peso de excelente glória, como disse o apóstolo Paulo (II Coríntios 4:17). 

Toda situação de provação tem propósitos insondáveis, pois Deus disse que os seus pensamentos são mais elevados que os nossos, e que seus pensamentos são de paz para nos dar um futuro perfeito (Jeremias 29:11). Portanto, não podemos nos deixar levar pela nossa autocomiseração, pois o Mestre geralmente ignora, pois quer forjar em nós um caráter de homens e mulheres valentes. Por isso, Ele nos diz: Tende bom ânimo. 

A Palavra de Deus diz: “Bendito o nosso Deus e Pai que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação que nós mesmos somos consolados por Deus.” (2 Co 1.4). Isso significa que a provação tem como efeito a consolação de Deus. Por isso, durante todo aquele tempo não faltou o consolo de Deus sobre a vida daquele homem como nunca nos faltará como filhos de Deus que somos. 

Hoje é o dia em que se diz: “Levante-se e receba o seu milagre” - não se acomode com a situação de sofrimento e confie que o Senhor a qualquer momento irá liberar uma palavra de mudança para a sua vida. Aquele homem esteve ali sempre na expectativa que a qualquer momento ele receberia o milagre que tanto precisava. Isso se chama fé - crer naquilo que não se pode ver para que possa alcançar aquilo que se espera (Hebreus 11:1). 

Portanto, levantemos e recebamos o nosso milagre, pois o Deus Todo Poderoso é quem nos faz vencer, para que possamos transpor todos os obstáculos e obter a vitória como aquele paralítico do Tanque de Betesda. 

Catia Regina Machado 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A aflição da enfermidade

Texto bíblico: As aflições do justo são muitas, mas o Senhor o livra de todas elas. Salmo 34:19 

Há muitas aflições que passamos em nossas vidas, porém a aflição da enfermidade é uma das mais doídas. Ficamos como que suspensos no espaço e tempo. Tudo pára. O trabalho que era importante para fazer não é mais importante, aquela viagem que era essencial fica em segundo plano, a nossa presença naquele projeto que considerávamos mega importante fica para depois e assim por diante. 

É aí que começamos a repensar as nossas vidas e ver o que realmente tem valor: a família, os amigos, mas principalmente Deus em primeiro lugar. Os planos Dele se tornam mais importantes que os nossos, os nossos megaprojetos saem e a aceitação suave e gostosa do projeto Dele entra em nossas vidas e nos torna mais felizes. Às vezes, a enfermidade dura alguns dias, algumas duram anos ou nunca passem até partirmos para a Glória. Pois, esse é o fim de todo o homem aqui na terra: a morte. Mas, para aqueles que aceitaram Jesus como único e eterno Salvador a morte física não é o fim, mas o início de uma vida eterna com Deus. 

Porém, uma coisa é certa: a enfermidade deve ser uma porta de oportunidade para ficarmos mais pertinho de Deus, porque Ele nos livra de todas as aflições. Muitas vezes a aflição do corpo continua, mas a aflição da alma é aquietada com o socorro do Senhor. Mas também, cremos, diante de sua soberana vontade que o nosso Deus é um Deus de cura e declaramos a cura do Senhor sobre todas as áreas de nossas vidas. Como diz a letra da  música "Cura" da cantora Cassiane:

"A cura logo vem
Não há como impedir
Os rios do Espírito
Estão passando por aqui
A nuvem da unção
Repousa sobre nós
É hoje o dia de romper
Não há como impedir"


Que seja feita a vontade do Senhor!

Rosangela Maria Nascimento
Bacharel em Teologia

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A aflição precede a prosperidade!

Texto bíblico: E o nome do segundo chamou Efraim, porque disse: Deus me fez crescer na terra da minha aflição. Gênesis 41.52

Parece estranho na nossa cultura e costume alguém achar prosperidade justamente em meio às suas maiores dores e desenganos. Mas, Deus possui uma maneira estranha de treinamento. Parece que caminhamos o tempo todo no escuro sem ouvir a Deus, sem entender a sua estratégia de ação. 

Quantas vezes achamos que a vida não tem sentido, e que as coisas nunca vão dar certo conosco. Olhamos para os outros e vemos sucesso, glamour, vitórias, mas nós continuamos no limbo. Em que pese a nossa fidelidade a Deus, o nosso desejo ardente de santidade, e uma vontade grande de fazer a sua vontade, continuamos a sendo incompreendidos, não reconhecidos, nossos pedidos não atendidos. 

Creio firmemente que a maior aflição do ser humano é não conhecer o quanto Deus pretende fazer dele: uma grande bênção! Trago à memória o ensinamento de Jesus quando falou: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." João 16:33.

A grande preocupação divina não é atender os nossos pedidos, realizar os nossos sonhos, mas trabalhar para que nós alcancemos “à estatura de Jesus Cristo”, conforme nos ensina o Apóstolo Paulo: "Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo," Efésios 4:13. 

José parecia caminhar de uma aflição para a outra justamente porque obedecia a seus pais e tinha o temor de Deus em seu coração. José não sabia, mas Deus o tinha matriculado em sua escola divina. O seu coração e a sua mente estavam recebendo o cuidado divino o tempo todo. 

Não pensem que José foi mais privilegiado do que cada um nós. Deus também nos matriculou em sua escola. Deus está trabalhando em nossa vida o tempo todo, Ele cuida de cada um de nós para que cheguemos à estatura de Cristo. 

José reconheceu que as aflições o fizeram prosperar e se tornar uma grande bênção para a sua família e para a sua nação. Deus pode através de sua aflição fazê-lo prosperar. Você pode e será uma grande bênção se guardar a sua fé como José o fez. Sei, por experiência própria, o quanto é difícil, fazer os deveres divinos, e passar em suas provas, mas o diploma. Ah! O diploma será pura bênção! Não desanime irmão, vamos à luta! 

Pr. Marcos A. Nascimento
marcosantonion@globo.com

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O toque divino

Texto bíblico: Jacó, porém, ficou só; e lutava com ele um homem até o romper do dia. (Gn 32:24 )

Há momentos em que Deus nos separa para ficarmos a sós com Ele. Ninguém pode estar conosco, nem as pessoas que mais amamos ou confiamos. Sentimos uma necessidade muito forte de conversarmos com o Senhor, de nos revelarmos a Ele, como não fazemos com mais ninguém. 

A história de Jacó nos leva a refletir sobre esse momento. Ele saiu da casa de seu pai fugindo da fúria de seu irmão Esaú. Foi para Padã-Arã, onde morava o irmão de sua mãe Rebeca, que se chamava Labão. O motivo da fuga foi a sua atitude de enganar para roubar a bênção de seu irmão. 

No caminho para Padã-Arã Deus se manifestou a Jacó em sonho e disse-lhe: “Eu sou o SENHOR, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque. Esta terra em que estás deitado ta darei a ti e à tua semente. E a tua semente será como o pó da terra; e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul; e em ti e na tua semente serão benditas todas as famílias da terra. E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra, porque te não deixarei, até que te haja feito o que te tenho dito” (Gn 28.13-15). 

Ao acordar, Jacó fez um pacto com Deus, prometendo que se Ele o abençoasse em sua jornada, daria dez por cento de tudo que ganhasse para o Senhor. Apesar de viver na casa de seu tio Labão por 20 anos, sendo enganado por ele em muitas circunstâncias, a mão poderosa de Deus foi sobre Jacó e o abençoava de tal forma que nem mesmo os seus parentes entendiam. Quando Deus nos dá a sua Palavra sobre qualquer situação a respeito de nossas vidas, Ele vela para cumpri-la. Deus foi fiel a Jacó, acrescentando-lhe muitos bens materiais e uma numerosa família. 

Todavia, havia algo no caráter de Jacó que precisava ser transformado e somente Deus poderia fazê-lo. Há coisas em nossas vidas que precisam ser mudadas, mas somente com o toque do Espírito Santo. A libertação necessária para que o Senhor possa nos usar na sua causa da forma que tanto deseja é obra do Espírito Santo. 

Às vezes, nos encontramos fazendo coisas que o Espírito Santo já ministrou em nossos corações para não fazermos, mas caímos no mesmo erro. A nossa vontade fica adoecida, pois não acreditamos mais que podemos vencer. Porque falhamos tantas vezes, acabamos perdendo a autoestima e confiança em nós mesmos. Até a nossa fé fica enfraquecida. São debilidades que pela nossa própria força não conseguimos mudar. Mas o pecado precisa ser abandonado, as falhas de caráter precisam ser corrigidas, o “eu” precisa ser renunciado. É nesse momento que entra a ação do Espírito Santo e Ele nos faz lembrar que em Cristo Jesus vencemos todas as tentações, pois tudo Ele venceu por nós. Jesus foi tentado em todas as coisas, por isso podemos pedir socorro a Ele, pois o Senhor conhece a nossa estrutura. Está escrito: “Pois, naquilo que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (Hb 2.18). 

Na vida de Jacó encontramos o segredo para mudar o que achamos impossível de ser transformado em nós: o toque divino. Somente um toque do Senhor pode transformar toda a nossa história. Assim se deu na vida de Jacó. Num determinado momento da sua vida, Deus mandou que Ele retornasse para Canaã. Mas ficou com medo de reencontrar o seu irmão Esaú, que anos atrás desejou matá-lo. Todavia, foi no vau de Jaboque, a sós com Deus, que Jacó experimentou o toque curador do Senhor. Ele fez passar o ribeiro a sua família, seus servos e tudo quanto tinha e ficou para trás, sozinho. 

Jacó percebeu que o Sumo Bem não são os bens materiais ou até mesmo a família, mas, sim, a presença e ação de Deus na vida. 

Jacó precisava do Senhor para alcançar o perdão de seu irmão, mas, acima de tudo, precisava ser transformado por Deus em sua essência. Jacó precisava eliminar da sua vida as fraquezas do seu caráter. Depois de 20 anos sofrendo nas mãos de seu tio Labão, chegou o momento de Deus operar uma mudança interior na vida de Jacó. Passou pelo deserto da vida, longe de seus pais, de seu irmão e de seu clã. Pagou um alto preço pelo engano. Mas aquele momento a sós seria diferente, especial, marcante. 

A Palavra do Senhor diz que anjos o esperavam (Gn 32.1). Deus já havia de antemão preparado aquele lugar para um encontro particular com Jacó. Foi o próprio Deus que o chamou para palestrar com Ele. E a noite foi intensa, dura, pois Jacó resistia em ceder para Deus. Até que disse ao Anjo do Senhor: “(...) Não te deixarei ir se me não abençoares” (Gn 32.26). Naquela madrugada Jacó recebeu o toque divino. Depois daquela noite, Jacó e Esaú se reencontraram e havia perdão nos seus corações. Deus mudou o nome de Jacó, que significa enganador, suplantador, para Israel, que significa campeão com Deus (Shedd, 1997). Jacó morreu naquela madrugada para que logo de manhã Israel pudesse nascer. E nunca mais ele foi o mesmo. 

Não podemos vencer sozinhas as fraquezas da nossa vida. Precisamos do Senhor, do toque divino em nosso interior. 

Somos falhas, mas o Espírito de Deus está pronto a nos ajudar e a operar mudanças em nós. Com Ele vencemos o pecado, as fraquezas e as situações impossíveis da vida. Creia no poder de Deus. A sua Palavra diz: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp 4.13). Não são meras palavras; são palavras do Deus Altíssimo, revelando a você o segredo da vitória. 

Ceda para Deus e sinta o milagre do toque divino em sua vida. 

Rosangela Maria Nascimento
Bacharel em Teologia

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Aquietai-vos

Texto bíblico: Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra. Salmos 46:10 

Já faz alguns anos, ainda era jovem, ouvi a mensagem pregada pelo homem de Deus, Pr. Rodney Wolfard, no Congresso da Juventude Batista do Estado do Rio de Janeiro na cidade de Petrópolis sobre o tema citado acima. 

Éramos todos jovens cheios de energia, idéias e agressividade. Todos procurando o melhor para a sua região de atuação. 

O homem de Deus com voz mansa abriu a Bíblia naquele salmo e falou à mocidade que estava alvoroçada: AQUIETAI-VOS... Falou algumas vezes, até que todos nós fizemos imenso silêncio! 

Aquela mensagem de Deus jamais saiu da minha mente e do meu coração. Ela sempre me vem à mente quando enfrento momentos de extrema dificuldade, de dúvidas, de imensas lutas dentro do meu coração: AQUIETAI-VOS... 

Viver muitas vezes se torna uma tarefa muito enfadonha e cansativa: compromissos, trabalhos, poucas compensações, incompreensões de toda a sorte. 

Quando me volto para a própria existência terrena, na sua imensa fragilidade, ou seja, a possibilidade imediata do infortúnio, do acidente fatal, da nossa impossibilidade de ter segurança total, ter domínio sobre a nossa própria vida, daqueles que mais amamos, certamente que a ansiedade se apodera de nossa alma. 

Tudo isto faz a minha alma dar sobressaltos, traz insegurança, frustração, um sentimento quase constante de que alguma coisa nos falta e que não alcançamos o nosso desiderato. 

Então, ouço a voz do homem de Deus: AQUIETAI-VOS... 

Quando os sonhos tão sonhados não se realizam ou quando os sonhos viram um pesadelo, posso ouvir a voz de Deus: AQUIETAI-VOS... 

Ademais, ando sempre dividido entre os meus desejos carnais e as doces aspirações espirituais e eternas de viver na presença de Deus. Então me lembro do apóstolo Paulo: Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Romanos 7:24. 

Esta miserabidade e total fragilidade me perseguem todos os dias, e tenho de buscar conforto e direção na Palavra de Deus. Posso encontrar na Palavra, pessoas iguais a mim com as mesmas dificuldades e dores, as quais exprimem com clareza a sua dor, as suas dúvidas e como acharam a plena consolação de suas dores existenciais. 

Quantas coisas nos trazem insegurança, aborrecimentos, desenganos, mas somente a doce e poderosa presença de Deus pode nos restaurar de maneira eficaz e permanente. Essa fragilidade que nos cerca todo o tempo não pode por outro lado impedir que Deus esteja sempre no controle de todas as coisas, e também fazer a sua poderosa vontade em nossa vida! 

Ainda hoje, posso ouvir a voz do homem de Deus: AQUIETAI-VOS... 


Pr. Marcos A. Nascimento 


A Parábola das Batatas

O professor pediu para que os alunos levassem batatas e uma bolsa de plástico para a aula. Ele pediu para que separassem uma batata para cada pessoa de quem sentiam mágoas, escrevessem os seus nomes nas batatas e as colocassem dentro da bolsa. Algumas das bolsas ficaram muito pesadas. A tarefa consistia em, durante uma semana, levar a todos os lados a bolsa com batatas. Naturalmente a condição das batatas foi se deteriorando com o tempo. O incômodo de carregar a bolsa, a cada momento, mostrava-lhes o tamanho do peso espiritual diário que a mágoa ocasiona, bem como o fato de que, ao colocar a atenção na bolsa, para não esquecê-la em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles.

Esta é uma grande metáfora do preço que se paga, todos os dias, para manter a dor, a bronca e a negatividade. Quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o stress e roubando nossa alegria. Perdoar e deixar estes sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e a calma.

"Jogue fora suas "batatas".

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O grande perdão de Deus

Texto bíblico: Salmo 51

Certo dia, conversando com meu pai a respeito do Salmo 51, ele conseguiu resumir em uma frase a essência do grito da alma de Davi, o seu pecado e o perdão divino. Ele disse: “Filha, não existe um grande pecado, existe um grande perdão de Deus em nossas vidas”. Essa frase me impactou tanto que jamais a esqueci. 

Meu pai era um homem fervoroso e trabalhava intensamente na obra de Deus, mas decepcionou-se e se afastou da presença de Deus por quase toda a sua vida. Hoje ele está com 83 anos de idade e foi no último dia de 2009 que ele se reconciliou com Deus. Ele conheceu o grande perdão de Deus numa vida marcada por transgressões. Quando vejo a restauração de alguém assim, penso que o verdadeiro milagre de Deus é transformar um coração de pedra em um coração quebrantado e submisso a sua vontade. 

Esse salmo de Davi nos faz mergulhar na alma de um homem que compreendeu o grande perdão de Deus, numa época em que o pecado de adultério e assassinato era marcado por uma condenação de morte por apedrejamento diante da lei mosaica. Davi recorreu àquele que é o autor e mentor da lei: o próprio Deus. Ele não morreu, pois foi alcançado pelo perdão divino, como um prenúncio do que Cristo representaria em nossas vidas diante da lei. 

A lei mata, instaura as regras que devem e têm que ser seguidas. Mas quando são transgredidas, como no exemplo de Davi, não há perdão, segundo a lei da antiga aliança. Todavia, na nova aliança instaurada no Novo Testamento, através de Jesus, encontramos a absolvição e somos vivificados. 

O pecado satisfaz a nossa carne, um desejo que é real, “mas de forma errada e nos leva à morte espiritual”. O pecado depois de consumando provoca dores na alma, no corpo e no espírito, pois tira a nossa paz e nos afasta da comunhão com Deus. Provoca uma tristeza profunda dentro de nós, porque entristecemos o Espírito Santo. Ele tem sentimentos e se entristece quando pecamos. Por isso sentimos dores. E essas dores servem pra nos dizer que fizemos alguma coisa errada e que precisamos restaurar a nossa comunhão com Deus. 

Comunhão, segundo o dicionário Aurélio, é “partilhar os mesmos sentimentos, ideias e valores”. E nossos sentimentos, valores e ideias estão vinculados a Deus. Por isso o pecado corrompe esse relacionamento com o Senhor. Mas graças a Deus por Jesus Cristo, como nosso advogado, que nos defende diante do Pai e nos perdoa de todas as transgressões. 

Quão maravilhoso é o Espírito Santo, que intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Aquilo que não conseguimos falar, por causa da dor, Ele fala por nós. O perdão de Deus é um mistério. Ele nos absolve e nos devolve a paz. Por isso, Davi escreveu no versículo 11: “Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo”. Ele sabia que não há relacionamento com Deus sem o Espírito Santo. Aquele que extingue o Espírito Santo de sua vida perde o verdadeiro sentido da vida. É Ele que frutifica em nós as qualidades de Cristo: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. É o Espírito Santo quem nos torna diferentes e que nos identifica como Filhos de Deus, reconciliados com o Pai através de Jesus Cristo. 

Não importa o pecado cometido. Há perdão para quem se arrepende. Não importa quantas vezes você tenha cometido um delito, Ele perdoa. Se é algo que você não consegue largar, Ele vai ajudá-la a se libertar. O que Deus quer é que você não desista. Tenha bom ânimo, esforça-te, o Senhor está contigo. Certas pessoas são libertas de seus vícios no momento em que aceitam a Jesus como seu Salvador, mas outras passam por um processo maior de purificação. 

Às vezes, penso que quanto mais rígidos somos conosco e com os outros, mais demorado se torna o processo, para que não venhamos a julgar o próximo pelas suas falhas, e sim ajudá-los a crescer em Cristo e vencer as suas fraquezas. 

O diabo, nosso adversário, sopra em nossos ouvidos que não vamos vencer, que não haverá transformação de vida, que a derrota é certa. Mas o Senhor afirma que há uma Palavra de vitória sobre as nossas vidas. A Palavra de Deus diz que como Jesus venceu nós venceremos. “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Romanos 8.37). 

Haverá um momento em que o desejo que desagrada a Deus será mortificado totalmente pelo amor e desejo de obedecer ao Senhor e agradá-lo em tudo. 

Vivemos pela graça de Deus. Respiramos por causa da graça de Deus. Não somos consumidos por causa da misericórdia de Deus. Estamos de pé porque Ele nos levantou. Continuamos de pé porque Ele é quem nos sustenta. Estamos vivos porque Ele é quem nos dá o fôlego de vida. Amamo-nos uns aos outros porque o seu Espírito frutifica esse amor em nós. Amamos ao Senhor, porque ele nos amou primeiro. 

Não se afunde num mar de remorsos, antes mergulhe nos rios de água viva do perdão do Senhor. “Portanto, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta” (Hebreus 12.1). Levante-se e cumpra a missão para a qual Deus te comissionou. E nunca esqueça: “Filha do Deus vivo, não existe um grande pecado, existe um grande perdão de Deus em nossas vidas”. 


Rosangela Maria Nascimento
Bacharel em Teologia

domingo, 15 de janeiro de 2012

Testemunho: uma história de perdão


Certo dia, meu pai chegou embriagado em casa e o que vi não foi nada agradável. Meu pai e uma das minhas irmãs discutiram. Então, ele pegou um cinto e bateu bastante nela. Ao presenciar a cena, acendeu uma ira incontrolável no meu coração e entrei na briga. Talvez fosse mais uma entre tantas, se no meio daquele ardor não tivesse mandado meu pai para o inferno. Gritei bem alto para ele: “Quero, que o senhor vá para o inferno”. Naquela época, eu tinha apenas sete anos e não tive noção do quanto isso iria alterar o meu relacionamento com meu pai. Toda noite antes de dormir eu lhe pedia a bênção. Como de costume, naquele dia não foi diferente. Porém, papai não respondeu. Nunca mais lhe pedi a bênção e, desde então, ele deixou de me abençoar. Creio, até hoje, que um pai e uma mãe devem sempre procurar abençoar seus filhos não só com palavras, e também, com atitudes. 

Os anos se passaram e conheci a Jesus Cristo mais profundamente e tive uma experiência real com o Senhor. De acordo com a Bíblia, devemos pedir perdão a quem ferimos. Pedi a meu pai perdão, não uma, mas várias vezes. Entretanto, a cada problema ou pequena discussão que havia entre nós, ele sempre se lembrava do dia que eu o mandei ir para o inferno. Doía na minha alma o fato de ele ainda não ter me perdoado. Foi um processo longo e doloroso que passei, mas Deus me deu vitória. 

Um dia convidei meu pai para ir a uma igreja comigo. Naquela época, congregava na Assembléia de Deus – Ministério Deus é Fiel, em Nova Iguaçu. O Pr. Jesonias, usado pelo Senhor, me concedeu uma oportunidade para falar da palavra de Deus. Então, o Espírito Santo ministrou ao meu coração que eu deveria pedir perdão a meu pai naquela oportunidade. Contei a história à igreja e depois me dirigi a meu pai e disse diante de todos. “Pai, eu te amo, eu quero que o senhor vá para o céu um dia e quero me encontrar com o senhor lá”. Disse umas três vezes: “Pai eu quero que o senhor vá para o céu comigo!” Quando desci, dei um forte abraço nele e disse mais uma vez que o amava. Naquela noite, meu pai voltou a me abençoar. Foi um dos dias mais felizes de minha vida. Em 1972, quando brigamos, eu estava com sete anos de idade, e quando houve o perdão genuíno, em 2004, eu já tinha 38 anos de idade. Passaram-se 31 anos para que o meu pai me perdoasse. 

Em 31 de dezembro de 2010, conversei com meu pai sobre o amor de Jesus e o seu perdão e ele se reconciliou com o Senhor, pois estava afastado de caminho do Senhor. Naquela tarde tão especial, oramos para que o Senhor acendesse o nome dele no Livro da Vida, do qual creio eu jamais saiu. 

Numa de nossas tantas conversas ele me falou uma frase, que para mim é pérola divina. Ele disse: “Filha, não existe um grande pecado, existe um grande perdão de Deus em nossas vidas”. Prometi-lhe, que um dia escreveria um artigo sobre isso para que não se perdesse, pois foi uma revelação divina. E esse artigo foi publicado pela Revista Desafio Missionário da União Feminina Missionária Batista do Brasil. 

Antes de terminar, quero escrever para você que está lendo esse artigo e conhecendo um pouco da minha história: Quero dizer que Deus me deu a oportunidade de me reconciliar com meu pai, enquanto ele estava vivo. Deus sabe o que cada um de nós é capaz de suportar. Mas, creia numa coisa, mesmo que você tenha ferido alguém ou tenha sido ferido e não teve a chance que eu tive, saiba que o nosso Deus através de Jesus Cristo nos perdoa de todos os pecados. Em I João 1:9 diz: Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. E em I João 3:20 diz: ...que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas. Há um perdão divino que alcança todas as situações não resolvidas e nos purifica, nos limpa e nos traz vida e vida em abundância. A graça de Deus, ou seja, seu favor imerecido nos alcança de uma forma que transforma todo e qualquer sentimento mal resolvido ou sem solução aos olhos humanos. Perdoar é “deixar ir”... Deixe ir todo e qualquer sentimento de amargura e deixe o perdão de Deus inundar o seu coração e você poderá ver a transformação que Ele irá fazer em sua vida. Jesus Cristo nos perdoa de todos os pecados. TODOS. Jesus é o nosso mediador e através Dele temos o nosso passaporte para o céu e nos tornamos filhos de Deus, co-herdeiros em Cristo Jesus. Que essa mensagem nascida de uma conversa entre um pai e uma filha que alcançaram o perdão de Deus venha alcançar a sua vida também. Nas próximas páginas descrevo na íntegra o artigo conforme foi publicado na Revista Desafio Missionário na época. 

Antes de falecer, em 25 de junho de 2011, meu pai foi recebido como membro da Igreja Assembléia de Deus do Carmary. Hoje, ele está na Assembléia dos santos, remidos e lavados pelo sangue precioso de Jesus para honra e glória de Deus Pai. 

Que Deus vos abençoe. No amor de Cristo, 

Rosangela Maria Nascimento
Bacharel em Teologia